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Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço

Por Ivan Marra
Atualizado em 05/09/2026 às 19:05 schedule 3 min de leitura visibility 19 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Brasil executa, até 19 de setembro, uma nova etapa para ampliar sua capacidade de realizar pesquisas científicas em microgravidade no espaço. A Operação Potiguar 2, conduzida no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim (RN), testa em condições reais de voo o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R).

O ambiente de microgravidade permite o desenvolvimento de estudos em condições diferentes das encontradas na superfície terrestre, beneficiando áreas como materiais, fluidos, combustão, biologia, medicamentos e agricultura espacial. O objetivo principal desta segunda fase da operação é verificar se o conjunto responsável por recuperar a plataforma funciona conforme o planejado durante o voo. Na prática, a recuperação permite que a plataforma e os equipamentos transportados retornem para análise após a missão, auxiliando na avaliação dos sistemas e no desenvolvimento de futuras pesquisas científicas.

A plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). O foguete tem aproximadamente 9 metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro e massa de cerca de 1,6 tonelada. As simulações indicam que o veículo poderá atingir cerca de 100 quilômetros de altitude e percorrer aproximadamente 90 quilômetros. A carga útil, a PSM-R, tem massa estimada em 401 quilos e reúne sistemas necessários para seu funcionamento durante o voo e para o retorno à superfície, incluindo paraquedas, módulos para experimentos, módulo de serviço e controle, sistema de gás frio, anéis de balanceamento e um mecanismo chamado ioiô, usado para auxiliar no controle da velocidade de rotação antes da separação da carga.

A missão está prevista para ocorrer entre 31 de agosto e 19 de setembro e envolve cerca de 160 militares e servidores civis na preparação, integração, lançamento e recuperação da carga. Durante o voo, os sistemas embarcados serão acompanhados por recursos de telemetria e rastreamento, e a operação exige articulação com os órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo e marítimo. Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), a plataforma está relacionada ao Programa Microgravidade, que seleciona experimentos científicos e tecnológicos para voos suborbitais e orbitais.

Inaugurado em 1965, o CLBI foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul. Segundo a Força Aérea Brasileira, a unidade já participou de mais de 400 lançamentos de foguetes e acompanhou mais de 3 mil veículos, além de realizar o rastreamento de foguetes Ariane em cooperação com a Agência Espacial Europeia e apoiar o monitoramento de veículos lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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