Atos em Brasília reúnem manifestantes em defesa do impeachment de Moraes e contra Alcolumbre
Manifestantes se reúnem nesta segunda-feira (7) em Brasília para pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e criticar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Os protestos reúnem centenas de pessoas e têm participação de parlamentares, lideranças políticas e religiosas.
O primeiro ato, realizado em frente ao Banco Central, foi convocado pelo ex-desembargador Sebastião Coelho, candidato ao Senado pelo Distrito Federal. Segundo ele, a mobilização é um movimento espontâneo e sem caráter partidário, no mesmo local onde ocorrem manifestações contra decisões do STF desde novembro de 2023. Coelho fez distinção entre o protesto no Banco Central e outro ato que ocorre na Funarte, que teria caráter político-partidário. “Estamos aqui em uma manifestação patriótica, em defesa do nosso país. Não estou com camisa de candidato”, disse.
O senador licenciado Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema, também participou do ato. Ele afirmou que o objetivo é pressionar as instituições diante de abusos e falta de independência entre os Poderes, citando o caso envolvendo o Banco Master, Moraes e pessoas próximas ao magistrado. Girão também criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e afirmou que Alcolumbre seria um dos responsáveis pela situação atual do país por não dar andamento às providências. “Já pedimos o impeachment dele”, afirmou.
O senador Izalci Lucas (PL-DF) também participou da manifestação e defendeu a mobilização popular. “A população tem que sair de casa para manifestar indignação pelo que está acontecendo”, ressaltou, ao defender que as pessoas continuem se manifestando em relação ao governo federal e ao STF. “Fora Lula, fora Moraes”, disse. Questionado sobre a possibilidade de Alcolumbre reunir em uma mesma discussão pedidos de impeachment contra Moraes e Mendonça, Izalci classificou a ideia como “uma grande piada”.
Um segundo ato, organizado pelo Partido Liberal (PL), reuniu apoiadores em defesa do ministro André Mendonça e também pediu o impeachment de Moraes. A deputada federal Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado, disse que o objetivo é mostrar que o povo brasileiro está indignado e não vai aceitar manobras para perseguir Mendonça. Durante o ato, Luiza, filha de Clezão — preso nos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e que morreu na prisão — discursou em defesa da memória do pai e dos demais presos pelos acontecimentos de 2023. “Meu pai foi morto pelo STF. Socorro pelo meu pai”, pediu.
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