Desfile de 7 de Setembro em Brasília reúne Lula, Fachin, Alcolumbre e Hugo Motta
O desfile cívico-militar de 7 de Setembro começou na manhã desta segunda-feira (7) em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dos chefes dos Três Poderes. Lula chegou ao local acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, percorrendo o trajeto inicial no Rolls-Royce presidencial antes de seguir para a tribuna de honra.
Na primeira fila da tribuna estavam o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também participou da cerimônia ao lado da mulher, Lu Alckmin, além de ministros do governo federal. A presença de Fachin marca o retorno do STF ao desfile, após a ausência dos ministros da Corte na edição de 2025.
O governo estruturou a celebração dos 204 anos da Independência em três eixos: soberania nacional, combate à violência contra as mulheres e Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil. As Forças Armadas mantiveram a programação tradicional do desfile, com participação de Marinha, Exército e Força Aérea. O mote oficial do evento é “A Força que Une o Brasil”.
Na véspera da celebração, Lula fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão defendendo a autonomia brasileira e criticando, de forma indireta, as medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos. “Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras”, afirmou. O presidente também associou a soberania à capacidade de defender o território e de criar oportunidades para a população.
No âmbito do enfrentamento à violência contra as mulheres, o governo destacou medidas como a criação do Cadastro Nacional de Agressores e o afastamento do agressor do lar, iniciativas que integram o Pacto Brasil entre os Três Poderes. A organização do desfile foi submetida à Advocacia-Geral da União para reduzir o risco de questionamentos na Justiça Eleitoral sobre eventual uso político do evento, já que Lula e Alckmin disputam a reeleição. Ministros e aliados do presidente devem evitar símbolos associados ao PT, como o número 13.
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