Última Hora
• Câmara do Paraguai rejeita pedido de impeachment contra vice de Peña • Quando será a próxima eleição presidencial nos EUA? Confira • Presidente do Paraguai renuncia em meio à crise de um dos maiores bancos do país, que congelou dinheiro de milhões; siga • 'Quase todo meu dinheiro está preso no banco': brasileiros que foram para o Paraguai são afetados pela crise no país • 4 pontos para entender a crise de banco no Paraguai que derrubou Santiago Peña • Cristiano Ronaldo se aposenta da seleção de Portugal: veja os momentos mais icônicos do jogador • 4 dados que mostram o peso dos votos latinos na 'onda azul' das eleições nos EUA • Durigan discutirá medidas fiscais com Lula após viagem à COP31 • Câmara do Paraguai rejeita pedido de impeachment contra vice de Peña • Quando será a próxima eleição presidencial nos EUA? Confira • Presidente do Paraguai renuncia em meio à crise de um dos maiores bancos do país, que congelou dinheiro de milhões; siga • 'Quase todo meu dinheiro está preso no banco': brasileiros que foram para o Paraguai são afetados pela crise no país • 4 pontos para entender a crise de banco no Paraguai que derrubou Santiago Peña • Cristiano Ronaldo se aposenta da seleção de Portugal: veja os momentos mais icônicos do jogador • 4 dados que mostram o peso dos votos latinos na 'onda azul' das eleições nos EUA • Durigan discutirá medidas fiscais com Lula após viagem à COP31
Ver Todas
Voltar para Internacional

Anvisa aprova versão da caneta Wegovy em comprimido: o que falta para chegar às farmácias?

Por Ivan Marra
Atualizado em 04/11/2026 às 21:20 schedule 4 min de leitura visibility 19 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (4/11) a versão em comprimido do Wegovy, medicamento para obesidade da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk. É o primeiro remédio oral da classe dos agonistas de GLP-1 — a mesma das chamadas canetas emagrecedoras — liberado no país para tratar obesidade e sobrepeso. O comprimido tem o mesmo princípio ativo da caneta, a semaglutida, mas é tomado uma vez por dia, em vez de uma injeção por semana. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução 4.249/2026, após pedido de registro feito pela empresa em 30 de janeiro deste ano.

A aprovação da Anvisa é apenas o primeiro passo. Antes de chegar às prateleiras, o remédio precisa ter um preço máximo definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão do governo federal que fixa o valor teto de todos os medicamentos vendidos no país. Só depois disso a empresa pode começar a vender. Ainda não há preço nem data de lançamento no Brasil. Em nota à imprensa, a Novo Nordisk afirma apenas que o comprimido deve chegar às farmácias brasileiras "nos próximos trimestres".

O medicamento é indicado para adultos com obesidade, ou seja, com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 30. Também vale para adultos com sobrepeso (IMC entre 27 e 30) que tenham pelo menos uma doença associada ao peso, como hipertensão ou diabetes tipo 2. Em todos os casos, deve ser usado junto com mudanças na alimentação e prática de atividade física. Segundo a Anvisa, quem usa a caneta poderá passar para o comprimido, e quem usa o comprimido poderá passar para a caneta, quando o médico considerar adequado.

Fora do Brasil, o comprimido já é vendido nos Estados Unidos desde janeiro, após aprovação da FDA em dezembro de 2025. Para quem paga do próprio bolso, o preço vai de US$ 149 por mês na dose inicial a US$ 299 nas doses mais altas. Segundo a Novo Nordisk, mais de 7 milhões de prescrições já foram dispensadas no país. Em junho, os Emirados Árabes Unidos se tornaram o primeiro país fora dos EUA a vender o remédio. No Reino Unido, as vendas começaram em julho, em farmácias privadas, e o remédio ainda não é oferecido pelo sistema público de saúde britânico. A União Europeia aprovou o comprimido em julho, e a Alemanha foi o primeiro país do bloco a vendê-lo, a partir de 1º de setembro.

A aprovação se baseou principalmente no estudo OASIS 4, publicado na revista científica The New England Journal of Medicine, com 307 adultos sem diabetes e resultados medidos após 64 semanas. No grupo que tomou o comprimido, a perda média de peso foi de 13,6%, contra 2,2% no grupo placebo. Quase um terço dos participantes que tomaram o remédio perdeu 20% do peso ou mais. Os efeitos colaterais mais comuns foram gastrointestinais, como náusea e diarreia, e afetaram 74% de quem tomou o comprimido, contra 42% no grupo placebo. A dose do comprimido é bem maior que a da caneta — 25 mg por dia na fase de manutenção, contra 2,4 mg por semana —, porque boa parte da substância se perde no sistema digestivo antes de chegar à corrente sanguínea. O remédio deve ser tomado em jejum, com pouca água, e é preciso esperar pelo menos 30 minutos para comer, beber ou tomar outros medicamentos.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Internacional 'Quase todo meu dinheiro está preso no banco': brasileiros que foram para o Paraguai são afetados pela crise no país Com a facilidade para abertura de contas, Ueno Bank atraiu brasileiros que se mudaram para a Paraguai para… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra