Última Hora
• Paraguai inicia programa para receber e regularizar imigrantes brasileiros após vitória de Lula • Papa Leão XIV afirma que santidade não é privilégio de poucos, mas chamado universal • João Campos, Gleisi e Haddad: “desempregados” devem integrar equipe ministerial do Lula 4 • Dia de Finados: por que 2 de novembro é feriado nacional • A região brasileira com 350 produtores de cachaça artesanal, mas só 15 legalizados • Peregrinos visitam Bélgica para conhecer raízes de visionária mariana • Treze mil horas de suspeita: no Brasil, até as missas e cultos são alvo de quem quer regular discurso • A crise de identidade que ameaça ambição dos democratas em eleição crucial para Trump • Paraguai inicia programa para receber e regularizar imigrantes brasileiros após vitória de Lula • Papa Leão XIV afirma que santidade não é privilégio de poucos, mas chamado universal • João Campos, Gleisi e Haddad: “desempregados” devem integrar equipe ministerial do Lula 4 • Dia de Finados: por que 2 de novembro é feriado nacional • A região brasileira com 350 produtores de cachaça artesanal, mas só 15 legalizados • Peregrinos visitam Bélgica para conhecer raízes de visionária mariana • Treze mil horas de suspeita: no Brasil, até as missas e cultos são alvo de quem quer regular discurso • A crise de identidade que ameaça ambição dos democratas em eleição crucial para Trump
Ver Todas
Voltar para Brasil

A região brasileira com 350 produtores de cachaça artesanal, mas só 15 legalizados

Por Ivan Marra
Atualizado em 01/11/2026 às 14:20 schedule 3 min de leitura visibility 7 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O Circuito das Águas Paulista, no interior de São Paulo, reúne cerca de 350 produtores de cachaça artesanal, mas apenas 15 deles estão legalizados. O dado é da Associação de Produtores de Cachaça de Alambique do Circuito das Águas Paulista (APCCAP). A região acaba de conquistar a Indicação de Procedência (IP), selo de origem certificada que os produtores esperam converter em credibilidade, valor agregado e turismo rural.

Pela quantidade de alambiques, o circuito é uma das regiões mais conhecidas do país no segmento de cachaça artesanal, setor que movimenta o turismo gastronômico com guias e degustações. A história da família de Jorge Luís Benedetti, presidente da APCCAP e sócio da Fazenda Benedetti, começou por volta de 1880, quando parentes saíram da Província de Trento, no norte da Itália, rumo ao Brasil. Instalados em Amparo e Serra Negra, trabalharam como meeiro na cafeicultura até comprar a fazenda. Com a crise de 1929, receberam como parte do pagamento de uma dívida um engenho de cana-de-açúcar e um alambique de cobre com capacidade para 80 litros. A produção, inicialmente para consumo próprio, passou a ser vendida aos vizinhos e cresceu ao longo das décadas.

Hoje na quarta geração, os Benedetti produzem cachaças brancas e envelhecidas em barris de madeiras como umburana, bálsamo, carvalho europeu, americano e francês, cabreúva, louro-canela e amendoim. Para Benedetti, o selo deu mais credibilidade ao produto e impulsionou o turismo rural, ao estimular visitas aos alambiques. Segundo ele, isso movimenta hotéis, restaurantes, feiras e lojas e gera empregos diretos e indiretos. O presidente da APCCAP destaca ainda o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária no processo de certificação.

Para atrair visitantes, foram criadas no ano passado as Rotas da Cachaça de São Paulo, que integram 11 estabelecimentos em Amparo, Monte Alegre do Sul, Piracaia, Serra Negra e Socorro. Participam pequenos produtores que preservam a tradição da cachaça autoral e valorizam o território, o clima, a qualidade da cana e os saberes passados entre gerações. A secretária de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, Ana Biselli, afirma que a rota amplia as experiências para quem visita o estado e fortalece os pequenos negócios, da hospedagem à gastronomia.

Uma das participantes é a Cachaças da Torre, no bairro Areia Branca, em Amparo, comandada por Viviane Baldin, há 21 anos no setor e vice-presidente da APCCAP. A empresa existe há 28 anos e soma mais de uma dezena de prêmios nacionais e internacionais. Viviane planta a própria cana e produz a cachaça branca que dá origem a uma linha de 30 produtos, entre eles licores cremosos à base de frutas e de leite, feitos com jabuticaba, banana, cambuci, maracujá e figo. Apesar da valorização do mercado, os produtores apontam entraves: carga tributária elevada, concorrência com a produção industrial em larga escala, clandestinidade e dificuldade de acesso a mercados mais amplos. Viviane acrescenta a falta de mão de obra e o custo de análises laboratoriais e equipamentos. Para ela, a legalização é o ponto central, pois é necessário ter autorização oficial para a venda e trazer segurança ao consumidor.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Brasil Paraguai inicia programa para receber e regularizar imigrantes brasileiros após vitória de Lula Programa Migramóvil atende brasileiros interessados em migrar para o Paraguai a partir desta segunda-feira. Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra