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A esquerda odeia religião. Mas, se precisar, usa

Por Celso Rafael
Atualizado em 01/10/2026 às 07:35 schedule 3 min de leitura visibility 7 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O colunista Paulo Cruz, da Gazeta do Povo, afirma que a esquerda brasileira, que segundo ele vê a religião como instrumento de opressão, passou a se aproximar do eleitorado cristão em ano eleitoral. No texto, ele cita uma publicação que fez em 2024, na qual previu que, durante a campanha presidencial, surgiriam análises sobre por que os evangélicos rejeitam a esquerda.

Segundo o colunista, o governo de esquerda tentou cooptar os crentes. Ele menciona que Janja cantou um jingle de campanha ao lado do pastor Kleber Lucas e que Lula se reuniu com pastores e reclamou do uso político da fé enquanto, na avaliação do colunista, fazia exatamente isso. Como esse aceno não teria produzido o efeito desejado, a campanha teria partido para outra estratégia: colocar católicos contra evangélicos.

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Deviem

Paulo Cruz afirma que uma notícia falsa foi plantada na imprensa pela campanha, sugerindo que haveria um projeto de Flávio Bolsonaro para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O colunista lembra que a santa foi declarada oficialmente padroeira do país pelo papa Pio XI em 1930 e que, em 1980, durante a visita do papa João Paulo II, o dia 12 de outubro foi instituído como feriado nacional por lei federal.

De acordo com o texto, a divulgação da notícia provocou uma reação imediata: esquerdistas passaram a se apresentar como devotos, e Lula teria se tornado praticamente um congregado mariano. Janja, que dias antes fazia cosplay de cantora gospel, exibiu uma medalha da Virgem no peito. As redes sociais, segundo o colunista, viraram palco de uma guerra santa, e a mídia mainstream se dividiu entre críticos da empreitada e defensores do presidente.

O colunista relata ainda que o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal. Após o humorista Antônio Tabet publicar as fake news em seu perfil no X, o ministro André Mendonça determinou a retirada dos posts. Flávio Dino suspendeu a decisão, mas Luiz Fux restabeleceu a proibição, e o assunto agora está no plenário do STF. Paulo Cruz conclui afirmando que não é eleitor de Flávio, mas de Renan Santos, e que a manipulação petista é descarada, defendendo uma reação da sociedade.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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