A esquerda odeia religião. Mas, se precisar, usa
O colunista Paulo Cruz, da Gazeta do Povo, afirma que a esquerda brasileira, que segundo ele vê a religião como instrumento de opressão, passou a se aproximar do eleitorado cristão em ano eleitoral. No texto, ele cita uma publicação que fez em 2024, na qual previu que, durante a campanha presidencial, surgiriam análises sobre por que os evangélicos rejeitam a esquerda.
Segundo o colunista, o governo de esquerda tentou cooptar os crentes. Ele menciona que Janja cantou um jingle de campanha ao lado do pastor Kleber Lucas e que Lula se reuniu com pastores e reclamou do uso político da fé enquanto, na avaliação do colunista, fazia exatamente isso. Como esse aceno não teria produzido o efeito desejado, a campanha teria partido para outra estratégia: colocar católicos contra evangélicos.
Paulo Cruz afirma que uma notícia falsa foi plantada na imprensa pela campanha, sugerindo que haveria um projeto de Flávio Bolsonaro para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O colunista lembra que a santa foi declarada oficialmente padroeira do país pelo papa Pio XI em 1930 e que, em 1980, durante a visita do papa João Paulo II, o dia 12 de outubro foi instituído como feriado nacional por lei federal.
De acordo com o texto, a divulgação da notícia provocou uma reação imediata: esquerdistas passaram a se apresentar como devotos, e Lula teria se tornado praticamente um congregado mariano. Janja, que dias antes fazia cosplay de cantora gospel, exibiu uma medalha da Virgem no peito. As redes sociais, segundo o colunista, viraram palco de uma guerra santa, e a mídia mainstream se dividiu entre críticos da empreitada e defensores do presidente.
O colunista relata ainda que o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal. Após o humorista Antônio Tabet publicar as fake news em seu perfil no X, o ministro André Mendonça determinou a retirada dos posts. Flávio Dino suspendeu a decisão, mas Luiz Fux restabeleceu a proibição, e o assunto agora está no plenário do STF. Paulo Cruz conclui afirmando que não é eleitor de Flávio, mas de Renan Santos, e que a manipulação petista é descarada, defendendo uma reação da sociedade.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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