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A disputa pela sucessão dentro da família real de Uganda após a morte do monarca mais jovem do mundo

Atualizado em 11/09/2026 às 21:50 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Uma disputa pela sucessão abalou o Reino de Tooro, um dos reinos tradicionais de Uganda, dias antes do enterro do rei Oyo Nyimba Kabamba Iguru Rukidi IV, que morreu aos 34 anos e era o monarca reinante mais jovem do mundo. Ele governou Tooro por mais de três décadas e estava em tratamento contra o câncer nos Estados Unidos quando faleceu no mês passado.

Os anciãos do clã real nomearam o príncipe Edward Rukidi Kijanangoma, de 56 anos, primo de Oyo e apresentador de telejornal na emissora estatal UBC, como o próximo monarca. O comitê de sucessão afirmou ter feito consultas e obtido o apoio de 19 membros antes de anunciar a escolha, em coletiva de imprensa na capital do reino, Fort Portal. Kijanangoma é filho do príncipe Christopher Paul Kijanangoma e neto do ex-rei George David Rukidi III.

A família próxima de Oyo rejeitou a nomeação. Sua irmã, a princesa Ruth Komuntale, disse que o falecido rei deixou um testamento datado de 2022 nomeando seu filho pequeno, cuja identidade nunca foi revelada, como sucessor. Segundo ela, Oyo deixou instruções rigorosas sobre a sucessão, estabelecendo o menino como primeiro na linha de sucessão e prevendo alternativas caso ele não pudesse assumir o trono. A posição foi apoiada pela princesa Elizabeth Bagaaya, membro sênior da família real.

Representantes do clã argumentaram que a existência do filho de Oyo não basta, pois a criança não foi formalmente apresentada aos anciãos, conforme a tradição de Tooro. A existência do menino foi revelada publicamente pelo presidente Yoweri Museveni, que afirmou ter sido informado sobre ele pela rainha-mãe. Nenhum outro detalhe foi divulgado oficialmente.

A mãe do falecido rei, a rainha Best Kemigisa, afirmou que guardas reais foram retirados do palácio e soldados foram mobilizados, restringindo a movimentação da família e sua capacidade de receber visitantes, situação que descreveu como "prisão domiciliar". Ela apelou à liderança do exército e ao presidente Museveni para que a família pudesse lamentar e enterrar Oyo em paz no sábado. O Ministro da Cultura, Henry Tumukunde, afirmou que supervisionará esforços de mediação, com expectativa de resultado após consultas a Museveni e a líderes culturais.

Tooro é um dos reinos tradicionais de Uganda. Seu monarca não tem autoridade política formal, mas permanece figura cultural importante no oeste do país. Uganda aboliu os reinos tradicionais em 1967, e eles foram restaurados na década de 1990 sob o governo de Museveni, com os monarcas reconhecidos como líderes culturais. Milhares de pessoas são esperadas para o sepultamento nos túmulos reais perto do palácio, em Fort Portal. O corpo do rei foi repatriado dos Estados Unidos para Uganda na sexta-feira.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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