6 perguntas para entender inquérito contra Flávio Bolsonaro — e o o que falta ser esclarecido
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) é investigado formalmente desde julho por suposta lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos no financiamento do filme Dark Horse junto ao Banco Master. A existência do inquérito tornou-se pública com o fim do sigilo de parte do caso Master, determinado nesta quinta-feira (10/9) pelo presidente do Supremo, Edson Fachin. O inquérito específico sobre Flávio, porém, permanece sob sigilo.
Segundo o relatório da Polícia Federal que embasou o pedido de investigação, Flávio atuou como "interlocutor direto" do banqueiro Daniel Vorcaro na produção do filme, com contatos mantidos ao longo de 2025, inclusive após a primeira prisão do banqueiro, em 17 de novembro. A PF também levanta a hipótese de que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro orientou a gestão dos recursos no exterior. Os investigadores apontam uma possível rota financeira internacional: a empresa Entre Investimentos e Participações teria enviado US$ 12.333.335 ao fundo Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, entre fevereiro e setembro de 2025.
Flávio nega irregularidades e afirma que se trata de patrocínio privado para uma obra privada, sem uso de dinheiro público. Cobrado a detalhar como mais de R$ 60 milhões recebidos do Master foram gastos na produção, o senador não apresentou contrato nem planilha de despesas. Como o caso segue em sigilo, não há informações sobre novas diligências ou apurações nos Estados Unidos.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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