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6 pontos em comum entre as crises bancárias que abalam Brasil e Paraguai

Por Celso Rafael
Atualizado em 06/11/2026 às 17:35 schedule 2 min de leitura visibility 5 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A crise do Ueno Bank, no Paraguai, e o escândalo do Banco Master, no Brasil, apresentam semelhanças que vão além da quebra das instituições. Nos dois casos, as autoridades identificaram problemas na qualidade dos ativos, operações de crédito envolvendo empresas ligadas aos controladores e exposição de recursos públicos, além de questionamentos sobre a fiscalização bancária.

No Paraguai, a intervenção no Ueno ocorreu em 3 de novembro de 2026, após o Banco Central constatar que o índice de solvência da instituição havia caído para menos da metade do mínimo exigido por lei. O banco concentrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos de órgãos estatais, incluindo valores do Instituto de Previdência Social. O escândalo ganhou dimensão política porque o então presidente Santiago Peña havia sido acionista do grupo controlador até março de 2025, o que levou a oposição a acusá-lo de conflito de interesses. A pressão resultou na renúncia de Peña na quinta-feira (5), mesmo após a Câmara ter decidido, por unanimidade, dar prosseguimento ao julgamento do impeachment.

Já o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central brasileiro em 18 de novembro de 2025, motivado por grave crise de liquidez, comprometimento da situação econômico-financeira e violações às normas do sistema financeiro. Para o constitucionalista André Marsiglia, a principal convergência está nos sinais que antecederam a atuação dos reguladores, mas o desfecho administrativo é distinto. “Lá o presidente deixou o cargo rapidamente e o Congresso avançou em um processo de impeachment em horas. No Brasil, o caso se arrasta há um ano sem muitas consequências práticas”, afirma.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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