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Unicef: 15 milhões de crianças foram expostas a conteúdo sexual online

Atualizado em 06/09/2026 às 22:05 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)

Unicef: 15 milhões de crianças foram expostas a conteúdo sexual online

Cerca de 20 milhões de crianças e adolescentes de 21 países sofreram, no período de um ano, algum tipo de exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia. Os dados fazem parte do relatório "Pelos Olhos das Crianças: Como as Tecnologias Digitais Facilitam o Abuso Sexual Infantil", lançado nesta semana pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Segundo o levantamento, estima-se que 9 milhões de jovens tenham sido induzidos a manter conversas de teor sexual ou compartilhar imagens desse tipo contra a própria vontade, enquanto 4 milhões tiveram imagens íntimas vazadas. O número de crianças expostas a conteúdo sexual indesejado chega a 15 milhões. Especialistas do Unicef, no entanto, acreditam que os números reais sejam ainda maiores, já que muitas vítimas não comunicam o ocorrido a ninguém. Mais de 40% das ocorrências registradas durante a coleta de informações não foram reveladas pelas próprias vítimas, principalmente por não saberem aonde ir ou a quem recorrer.

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DEVIEM

O relatório aponta que cerca de 60% das violações aconteceram em plataformas como Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e WhatsApp, e 14% dos crimes ocorreram durante jogos online — ambiente considerado especialmente propício para o abuso, pois a dinâmica se baseia na exploração da confiança entre jogadores. Em 57% dos casos, o agressor era alguém do convívio da vítima, como familiares, conhecidos, amigos, namorados e namoradas, contrariando a ideia de que a violência online é cometida principalmente por estranhos. Por outro lado, 38% das vítimas conheceram os agressores pela primeira vez na internet, o que, segundo o documento, é facilitado por contas falsas e mensagens privadas.

"Essas experiências causam profundo desgaste emocional e mental. Muitas crianças sofrem em silêncio, sem saber ao certo onde procurar ajuda. Nós não podemos ignorar isso", afirmou a diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell. O estudo foi produzido a partir de entrevistas com 21 mil crianças e adolescentes de 12 a 17 anos, em 21 países, entre 2020 e 2025. Os relatos mostram que os agressores exercem poder sobre as vítimas não apenas com presentes, dinheiro e atenção, mas também por meio de coerção e chantagem.

No Brasil, 19% dos entrevistados relataram ter sofrido esse tipo de violência, o equivalente a quase 3 milhões de crianças e adolescentes, mas menos de 1% dos casos foram denunciados. A internet respondeu por 55,5% das ocorrências no país, e a escola por 24,5%. Entre os canais mais perigosos estão aplicativos de mensagens e redes sociais (66,5%), com destaque para Instagram (57,2%) e WhatsApp (52,1%). Os jogos online responderam por 12,3% dos casos brasileiros.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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