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O “país do futuro” não pode mais continuar desperdiçando oportunidades

Por Ivan Marra
Atualizado em 06/09/2026 às 21:50 schedule 2 min de leitura visibility 25 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Brasil repete ciclo de promessas e desperdício de oportunidades, diz editorial

O Brasil consolidou-se como o país das eternas promessas, incapaz de transformar suas riquezas naturais em desenvolvimento. A expressão “país do futuro”, criada pelo escritor austríaco Stefan Zweig em 1941, no livro que imortalizou a ideia de uma nação destinada à prosperidade, contrasta com décadas de instabilidade, más instituições e baixo crescimento que marcaram a história recente do país.

Desde a redemocratização, o país alternou momentos de esperança com graves crises. A Constituição de 1988 e as primeiras eleições diretas em quase três décadas, vencidas por Fernando Collor de Mello, geraram expectativas que ruíram com o impeachment do presidente em 1992. O Plano Real, em 1994, trouxe o controle da inflação e reformas estruturais, como a privatização de mais de 100 estatais, criando as bases para o crescimento que se seguiu nos anos 2000, impulsionado pelo cenário internacional favorável e pela alta das commodities.

O otimismo, porém, durou pouco. A partir de 2011, falhas na estrutura econômica e as manifestações de 2013 expuseram a fragilidade do modelo. Analistas estrangeiros voltaram a classificar o Brasil como incapaz de usar seu potencial. A indústria nacional, que chegou a representar 27% do Produto Interno Bruto (PIB) nos anos 1990, caiu para 14% em 15 anos. Entre 2011 e 2020, o setor perdeu 9,6 mil empresas e 1 milhão de postos de trabalho, num processo de desindustrialização precoce, sem que os trabalhadores fossem absorvidos por setores de alta tecnologia.

O atraso, segundo a análise, não é destino, mas consequência de décadas de más gestões, inchaço da máquina pública, gastos excessivos, corrupção e leis instáveis. A saída dependeria de um projeto de desenvolvimento de longo prazo, baseado em trabalho contínuo, que una políticos, setor produtivo e sociedade civil, abandonando as fórmulas milagrosas que marcaram a política nacional.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Ivan Marra

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