Terceiro colocado, Cury fala em manter “silêncio” no segundo turno
O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, afirmou que vai manter "silêncio" em relação ao segundo turno, que será disputado entre o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi dada a jornalistas na noite de ontem (4).
"Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno, dizendo o seguinte, que ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio [Delgado, coordenador da campanha] a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos. E eu gostaria de me silenciar em relação a isso. Não quero responder nada em relação ao segundo turno", disse Cury.
Terceiro colocado no primeiro turno, o candidato do Avante teve 3,44 milhões de votos, o que representou 2,89% dos votos válidos. Com o resultado, o apoio dele passou a ser alvo de disputa entre os dois candidatos que chegaram ao segundo turno.
Cury afirmou ainda que deve abandonar a vida político-partidária. "Hoje eu tenho claro dentro de mim 100% de convicção que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande, até porque nós temos vários projetos", declarou.
O candidato do Avante fez uma campanha apelando para o fim da polarização do eleitorado. Em carta divulgada à imprensa após o resultado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agradeceu os votos e cumprimentou os candidatos que passaram ao segundo turno. Cury pediu que Lula e Flávio Bolsonaro considerem as propostas dele durante o próximo governo.
"Quero que um conservador consiga ouvir um progressista sem odiá-lo; que um progressista consiga conversar com um conservador sem desumanizá-lo; que possamos criticar ideias sem destruir pessoas. Quem ganhar torço para que governe pensando em um Brasil de esperança", escreveu, em nota.
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