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Surto de ranavírus mata pererecas e acende alerta na Mata Atlântica

Atualizado em 01/09/2026 às 14:25 schedule 2 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
Surto de ranavírus mata pererecas e acende alerta na Mata Atlântica

Estudo revela que o ranavírus, até então não associado à mortalidade de espécies nativas no Brasil, causou a morte em larga escala de pererecas-macaco (Phyllomedusa distincta) na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Santuário Rã-bugio, em Guaramirim (SC). O surto também reduziu as taxas de reprodução dos animais no local.

Segundo a bióloga Aline Fonseca, pesquisadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e principal autora do estudo, os girinos apresentavam sintomas clássicos de ranavirose, como hemorragias e inchaço, e os que ainda estavam vivos nadavam com lentidão. A suspeita é que a disseminação do vírus esteja associada à presença da rã-touro (Lithobates catesbeianus), considerada reservatório do patógeno. A espécie foi trazida ao Brasil nos anos 1930 para comercialização da carne, mas o fechamento de ranários levou ao descarte dos animais na natureza.

Foram coletados em campo indivíduos de 11 espécies de anfíbios, incluindo a rã-touro, em 13 pontos da Mata Atlântica nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Exames apontaram a presença do ranavírus em 61% deles. Embora a perereca-macaco não esteja classificada como em risco de extinção, duas espécies ameaçadas — o sapinho-admirável-da-barriga-vermelha (Melanophryniscus admirabilis) e o sapinho-da-bromélia (Melanophryniscus biancae) —, ambas com distribuição geográfica limitada no centro-sul do país, testaram positivo para o vírus.

Esta matéria foi publicada primeiro em Meio ambiente · Mongabay BR e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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