STF recua e TSE dá a Lula mais vitórias que derrotas na campanha contra Flávio
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acumulou 313 vitórias e 182 derrotas em decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre fevereiro e 21 de outubro, segundo levantamento da equipe jurídica do petista. O número foi divulgado na véspera do segundo turno, neste domingo (25), quando Lula enfrenta Flávio Bolsonaro (PL).
De acordo com o levantamento, os advogados de Lula conseguiram enfraquecer ações que questionavam propaganda antecipada do presidente no desfile de carnaval do Rio, censurar propagandas ou postagens que ligavam o petista ao crime organizado e abrir investigações contra os principais influenciadores digitais da campanha de Flávio — o empresário Pablo Marçal e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Na campanha do segundo turno, a equipe jurídica de Lula manteve no ar o canal “Exército do Lula”, capitaneado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e acusado pela defesa de Flávio de disseminar fake news em massa no WhatsApp. O canal se tornou o principal motor de militância digital de Lula, com cerca de 10 milhões de inscritos. A campanha lulista também usou o TSE para pressionar a Meta, que opera Instagram e Facebook, a reforçar a distribuição da propaganda petista nas redes, acusando a empresa de privilegiar a campanha de Flávio Bolsonaro.
Do outro lado, a campanha de Flávio acusou a de Lula de espalhar desinformação e de usar a máquina do governo para ganhar votos. O reajuste do Bolsa Família, o anúncio de programas de refinanciamento de dívidas e auxílio para microempreendedores e o envio de mensagens de WhatsApp pelo governo reforçando avisos de benefícios sociais não foram barrados pelo TSE.
Antes do primeiro turno, o STF também interveio em episódios da disputa. O ministro Gilmar Mendes obrigou a Globo a admitir o candidato do Missão, Renan Santos, no debate presidencial, enquanto a ministra Estela Aranha, do TSE, havia proibido a exibição do púlpito vazio de Lula e vetado perguntas dos rivais a ele — pressionada, a emissora cancelou o evento. O ministro Floriano Marques de Azevedo declarou nulos os votos que seriam dados a Deltan Dallagnol (Novo-PR), decisão revertida no dia da eleição pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que revalidou os votos e garantiu a eleição do candidato ao Senado. A decisão final sobre o caso ainda será dada pelo plenário da Corte Eleitoral. Flávio Dino, por sua vez, liberou a divulgação de postagens que insinuavam que Flávio Bolsonaro queria retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil e determinou buscas da Polícia Federal para investigar o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro para a qual Flávio captou recursos.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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