Sanções dos EUA começam a isolar companhias aéreas do Irã do exterior
A pressão dos Estados Unidos contra o setor aéreo do Irã começou a reduzir as conexões internacionais das companhias do país. Nesta quinta-feira (24), os Emirados Árabes Unidos suspenderam voos de companhias iranianas, enquanto rotas para Omã, Geórgia, Azerbaijão e Iraque também foram afetadas após o fim do prazo dado por Washington para que empresas estrangeiras interrompessem determinadas relações comerciais com o setor iraniano.
A Autoridade Geral de Aviação Civil dos Emirados informou que a suspensão permanecerá em vigor até novo aviso. A decisão atinge um dos principais pontos de conexão internacional para passageiros iranianos, já que Dubai e Abu Dhabi concentram importantes operações aéreas na região. Segundo a agência iraniana Tasnim, voos para Omã, Geórgia e Azerbaijão foram interrompidos. As ligações com Bagdá, no Iraque, também foram suspensas, e autoridades avaliavam transferir algumas operações para Najaf, no sul iraquiano.
A redução das rotas ocorre depois de o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciar, no começo deste mês, sanções contra 27 companhias aéreas iranianas. Washington também advertiu empresas de outros países de que a prestação de determinados serviços às companhias sancionadas poderia sujeitá-las também a sanções americanas. As medidas integram a chamada "Operação Economic Outcast", anunciada pelo governo do presidente Donald Trump em agosto para ampliar a pressão financeira sobre o regime iraniano.
O Departamento do Tesouro acusa companhias aéreas iranianas de participar do transporte de armas, integrantes das forças do regime e outros materiais. Ao anunciar as medidas, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, advertiu que empresas que continuassem apoiando essas transportadoras poderiam perder acesso ao sistema financeiro internacional.
As restrições ainda não interromperam todas as ligações aéreas do Irã com o exterior. Segundo horários do Aeroporto Internacional Imam Khomeini consultados pela agência Reuters nesta quinta-feira, permaneciam programados voos para países como China, Turquia, Paquistão, Afeganistão e Armênia. Já destinos em países vizinhos do Golfo não apareciam na programação. O regime iraniano reagiu à adesão de outros países às medidas americanas: nesta quarta-feira (23), um alto funcionário do Irã ameaçou aeroportos de países que aplicassem as restrições, afirmando que eles poderiam ser tornados "inutilizáveis".
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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