Robô chinês quebra recorde de Usain Bolt e vira atração em Jogos Mundiais
Humanoides com função de atletas pulverizaram vários recordes esportivos, incluindo o de Usain Bolt nos 100 metros rasos, durante a segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs, realizados neste fim de semana em Pequim. A competição, que reúne máquinas com formas ou características humanas, também serviu para a China exibir seus avanços na indústria do setor.
Dezenas de humanoides sem rosto e seus operadores humanos testaram habilidades e capacidades no Estádio Olímpico de patinação de velocidade de Pequim, em modalidades que foram do atletismo e do boxe ao futebol e às artes marciais. Na cerimônia de abertura, no sábado, um robô chinês quebrou o recorde do jamaicano Usain Bolt nos 100 metros, façanha que ganhou as manchetes da imprensa estatal chinesa.
O Tiangong Ultra, humanoide vermelho e sem cabeça da marca chinesa de smartphones Honor, completou a distância em 9,39 segundos, segundo o canal público CCTV, superando a melhor marca de Bolt, de 9,58 segundos, estabelecida em 2009. Neste domingo, os fabricantes concederam outra medalha ao robô, que destruiu o recorde mundial dos 400 metros por quase cinco segundos. Desenvolvido por um centro de pesquisas de Pequim, ele completou a distância em 38,15 segundos, contra os 43,03 segundos do sul-africano Wayde van Niekerk, marca obtida nos Jogos Olímpicos Rio-2016.
Alguns robôs exibiram novas formas de competir no atletismo. Em uma das séries dos 400 metros, uma máquina agitava os braços de um lado para o outro enquanto avançava pela pista, inclinando-se perigosamente para a frente, enquanto os torcedores se perguntavam se ela cairia. O robô cambaleou ao se lançar em direção à linha de chegada, mas conseguiu permanecer de pé.
O público também se divertiu com as falhas dos robôs-atletas: vários corredores não conseguiam nem começar as provas, outros percorreram a pista no ritmo de uma caminhada rápida ou desabaram imediatamente após o tiro de largada. Espectadores caíram na gargalhada quando um humanoide em um ringue de boxe tropeçou e caiu nas cordas, onde permaneceu imóvel até que algumas pessoas o levantaram e o retiraram do local. Hou Yali, 72 anos, aposentada e moradora de Pequim, disse que os recordes do fim de semana a deixaram com vontade de ver um confronto entre máquinas e seres humanos. “Poderemos ver com mais clareza se as máquinas conseguem superar os seres humanos”, afirmou. “No momento, isso é apenas uma corrida, apenas uma competição de velocidade. Não é um teste de inteligência, nem a contratação de alguém para fazer as tarefas domésticas ou servir como assistente”, completou.
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