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Ri Happy pede recuperação extrajudicial por dívida de mais de R$ 827 milhões

Por Ivan Marra
Atualizado em 19/10/2026 às 17:05 schedule 2 min de leitura visibility 7 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Grupo Ri Happy entrou com pedido de recuperação extrajudicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). O processo foi distribuído no domingo (18) e aguarda o primeiro pronunciamento da juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira.

O pedido abrange a própria Ri Happy e outras cinco empresas do grupo: PB Kids, Part Out Franquias, New Toys, Divertudo (buffet de festas) e Brincar Marcas e Participações. Juntas, elas somam dívidas de mais de R$ 827 milhões.

A recuperação extrajudicial é uma modalidade menos invasiva de reestruturação: a empresa negocia diretamente com os credores e pode solicitar à Justiça a homologação do acordo. Na recuperação judicial, o processo é mais amplo e ocorre sob maior supervisão do Judiciário. Já a falência envolve a liquidação dos ativos para pagamento dos credores, conforme a ordem prevista em lei.

Segundo o portal G1, que teve acesso aos autos, o plano de recuperação já conta com a adesão de credores que respondem por R$ 308,8 milhões, o equivalente a 42,2% do total de débitos abrangidos. O grupo atribui a crise financeira aos efeitos da pandemia, ao aumento dos juros e à queda nas vendas no varejo.

A situação do setor de brinquedos já havia registrado outro caso neste ano. Em maio, o Grupo Estrela entrou com pedido de recuperação judicial, incluindo, além da fábrica e da distribuidora da Estrela, a JM Plásticos, a Starcom do Nordeste Comércio e Indústria de Brinquedos, a Editora Estrela Cultural e a Estrela Beauty, voltada ao ramo de cosméticos. Até o encerramento do primeiro semestre de 2025, a empresa principal do grupo acumulava prejuízo de R$ 639 milhões, com receita de R$ 9,33 milhões e custos acima de R$ 11,2 milhões no período. Em comunicado ao mercado, a companhia citou mudanças no comportamento de consumo, com maior competição de alternativas digitais, além do aumento do custo de capital e de restrições à obtenção de crédito.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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