Resumo da semana: Fux reage a encontro secreto entre Alexandre Moraes e Polícia Federal
A semana seguinte ao primeiro turno das eleições de 2026 foi marcada por decisões judiciais de grande repercussão, movimentos na corrida presidencial e novos capítulos na disputa pelo Senado. Os principais fatos do período estão reunidos no especial de melhores momentos do Gazeta Agora.
Um dos assuntos mais comentados foi a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a progressão para o regime semiaberto de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como "Débora do Batom". Condenada pelos atos de 8 de janeiro, ela se tornou um dos rostos mais conhecidos dos processos relacionados à invasão das sedes dos Três Poderes. A Procuradoria-Geral da República se manifestou favoravelmente à progressão, apontando o cumprimento dos requisitos legais. Apesar do avanço, a decisão manteve a prisão domiciliar, o que frustrou parte dos apoiadores que esperavam flexibilização imediata das restrições.
Na disputa presidencial, a cidade de Aparecida, sede do principal santuário católico do país, registrou 58,3% dos votos para Flávio Bolsonaro, superando o presidente Lula. O resultado ganhou destaque após a polêmica envolvendo notícias falsas sobre uma suposta ameaça ao título de padroeira do Brasil atribuído a Nossa Senhora Aparecida.
No Tribunal Superior Eleitoral, o julgamento do recurso que questiona o registro da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná foi retirado de pauta, sem nova data definida. Eleito com mais de 2,9 milhões de votos no primeiro turno, o ex-procurador teve a candidatura aprovada pelo TRE-PR, mas a decisão é contestada por adversários que defendem sua inelegibilidade com base na cassação de seu mandato de deputado federal em 2023. A disputa envolve a aplicação da Lei da Ficha Limpa: os recorrentes sustentam que a decisão de 2023 o tornou inelegível por oito anos, enquanto o Ministério Público Eleitoral defendeu a manutenção do registro, argumentando que os fatos analisados naquela eleição não geram inelegibilidade automática para 2026. Com o adiamento, seguem válidos os efeitos da decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que restabeleceu provisoriamente a candidatura e permitiu a contabilização dos votos recebidos até a decisão definitiva do plenário.
O período também foi marcado pelo alerta da Organização dos Estados Americanos sobre segurança jurídica nas eleições, pelo desempenho eleitoral de nomes ligados ao bolsonarismo e pelo fim de uma das dinastias políticas mais longevas do país. Esses e outros assuntos estão reunidos no especial de melhores momentos do Gazeta Agora, com as principais reportagens da semana.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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