Renan descarta apoio no 2º turno; PSD de Caiado libera bases estaduais
O candidato Renan Santos (Missão), quarto colocado na eleição presidencial deste domingo (4), afirmou que não vai apoiar nenhum dos dois candidatos que disputam o segundo turno. Em transmissão ao vivo após a consolidação do resultado, ele disse que Flávio Bolsonaro (PL) “já ganhou” e sugeriu que seus eleitores votem em quem quiserem.
“O Flávio Bolsonaro já ganhou. E antes de alguém perguntar em quem eu vou apoiar no segundo turno. Faz diferença? Façam o que quiserem. Eu já avisei que eu não voto em bandido. Não recomendo a ninguém que vote em bandido. Flávio é bandido. Lula é bandido. Mas não faz diferença alguma, façam o que vocês quiserem aí”, declarou Renan.
Já o PSD, partido do quinto colocado, Ronaldo Caiado, informou que vai liberar os diretórios estaduais para que cada liderança local defina quem apoiar no segundo turno, marcado para 25 de outubro, entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro. Em nota divulgada na noite de domingo, o presidente da legenda, Gilberto Kassab, afirmou que a decisão segue a diretriz adotada no primeiro turno.
“Diante da diversidade de cenários eleitorais que tivemos nos estados, em que as instâncias estaduais do PSD tiveram liberdade para construir suas alianças, a direção nacional entende como natural manter esta diretriz neste segundo turno. Assim, cada diretório estadual, parlamentar, liderança partidária, filiados e militantes terão liberdade para definir seu apoio na eleição presidencial e em eventual disputa estadual”, escreveu Kassab.
Antes da nota, Caiado havia comentado o resultado com jornalistas. O ex-governador de Goiás disse que não venceu a eleição, mas que caiu “de pé”, e afirmou que não se pronunciaria sem antes se reunir com o presidente de seu partido. Renan somou 2,67 milhões de votos, o equivalente a 2,24% dos votos válidos, enquanto Caiado teve 2,60 milhões, ou 2,18%. Juntos, os dois candidatos reúnem 5,2 milhões de votos, número superior à diferença de 2,22 milhões de votos entre Flávio Bolsonaro (47,03%) e Lula (45,16%) no primeiro turno.
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