Quem foi o missionário que inspirou o Papa Leão XIV e será beatificado?
Diocese peruana abre processo de beatificação de missionário que inspirou Papa Leão XIV
A Diocese de Chiclayo, no Peru, anunciou o início do processo de beatificação e canonização de Monsenhor Juan Tomis Stack. O padre missionário americano, que dedicou mais de duas décadas ao serviço de comunidades pobres no norte do país, é reconhecido como a grande inspiração para a vocação missionária do atual pontífice, o Papa Leão XIV.
Nascido em Bridgeport, Connecticut, nos Estados Unidos, Tomis decidiu seguir a vida missionária após o Concílio Vaticano II. Em 1963, mudou-se para a América Latina, estabelecendo-se inicialmente na província de Santa Cruz, em Cajamarca, região que enfrentava condições extremas de pobreza, sem acesso a eletricidade, água potável ou estradas seguras. Além da evangelização, o padre liderou a construção de vias de acesso e promoveu melhorias na saúde e na alimentação das crianças locais, tornando-se uma figura central para os moradores.
Em 1967, Tomis transferiu-se para Chiclayo, onde fundou a Paróquia São João Maria Vianney. Entre suas iniciativas de maior impacto estão a criação de tropas de escoteiros para jovens, o programa Férias Úteis para crianças carentes, a fundação de clínicas médicas populares, bibliotecas e festivais culturais e religiosos. Ele também foi pioneiro no uso da comunicação, realizando missas televisionadas. Em 1979, recebeu o título de monsenhor das mãos do Papa João Paulo II. Tomis morreu em 1986, e seu funeral reuniu mais de 20 mil pessoas.
O pontífice mencionou publicamente, em diversas ocasiões, que o testemunho de vida e a entrega total de Tomis aos mais necessitados foram pilares para sua própria decisão de seguir a vocação missionária. O anúncio feito por Dom Edinson Farfán Córdova marca o início da fase diocesana do processo, na qual uma comissão recolherá documentos, cartas e escritos do padre, além de ouvir testemunhos de pessoas que conviveram com ele ou que alegam ter recebido graças por sua intercessão. Após a conclusão da investigação local, os documentos serão enviados ao Dicastério para as Causas dos Santos, no Vaticano. Para a declaração de beato, a Igreja exige a comprovação de um milagre ocorrido por sua intercessão.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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