Qual é a composição da nova Câmara dos Deputados: quem ganhou e quem perdeu espaço nas eleições 2026
O PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, ampliou sua liderança na Câmara dos Deputados e conquistou o maior número de vagas em disputa no Senado nas eleições de 2026. A legenda elegeu 121 deputados federais e 19 senadores. Flávio disputa a Presidência da República no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição.
O resultado do Congresso define com quem o vencedor da disputa presidencial terá de negociar para aprovar suas propostas a partir de 2027. O PT elegeu 70 deputados e seis senadores, ficando atrás do PL nas duas disputas. Na Câmara, o PL ocupará 23,6% dos assentos. Depois dele e do PT, aparecem União Brasil, com 46 deputados, e PSD, com 43. PP e Republicanos elegeram 41 cada um. Nenhuma sigla conquistou, sozinha, a maioria das 513 cadeiras.
Comparado à bancada atual, o PL passa de 98 para 121 deputados, um ganho de 23 cadeiras — a maior expansão em números absolutos entre os partidos. A vantagem sobre o PT é de 51 assentos. O PT passa dos atuais 65 deputados para 70, cinco a mais. O Novo dobra sua representação, de cinco para dez. O PSOL cresce de 13 para 14, o PV de seis para sete e o PRD de três para cinco. Podemos mantém 27 deputados, e PCdoB, 11. O Cidadania, que tem dois representantes, não elegeu nenhum.
Do outro lado, União Brasil e PSDB perdem seis cadeiras cada: o primeiro cai de 52 para 46; o segundo, de 17 para 11. PSD e PP recuam cinco cada um, ficando com 43 e 41 deputados, respectivamente. O PDT passa de dez para seis, enquanto MDB e PSB perdem duas cadeiras cada, chegando a 36 e 15. Republicanos recua de 42 para 41.
O avanço do PL também aparece nas votações individuais. Nikolas Ferreira (PL), de Minas Gerais, foi reeleito com 3.119.318 votos, liderando o ranking nacional — ele já havia liderado a votação em 2022, quando recebeu cerca de 1,47 milhão. Lucas Pavanato (PL), eleito por São Paulo, ficou logo atrás, com 3.038.438 votos. Vereador da capital paulista, ele estreia na Câmara federal após uma campanha com apoio de Nikolas. À esquerda, Erika Hilton, do PSOL paulista, foi reeleita com 1.596.472 votos, ficando em terceiro. A deputada ganhou projeção na defesa dos direitos das pessoas LGBT e na articulação da proposta pelo fim da escala de trabalho 6x1.
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