Última Hora
• 'Um clã tão radical quanto disfuncional', diz reportagem de capa do Financial Times sobre a família Bolsonaro • Por que a Bíblia evangélica é diferente da católica • A oração do Papa em Lourdes: banir da sociedade todo ódio e violência • Reflexão para o XXVI Domingo do Tempo Comum • Papa: aumento de catecúmenos e neófitos na França exige ações pastorais concretas • Professor de ciências precisa de formação constante, diz pesquisadora • MP das Bets: veja o que muda e saiba datas para devolução de valores • Veja quem são os candidatos a governador de Mato Grosso do Sul • 'Um clã tão radical quanto disfuncional', diz reportagem de capa do Financial Times sobre a família Bolsonaro • Por que a Bíblia evangélica é diferente da católica • A oração do Papa em Lourdes: banir da sociedade todo ódio e violência • Reflexão para o XXVI Domingo do Tempo Comum • Papa: aumento de catecúmenos e neófitos na França exige ações pastorais concretas • Professor de ciências precisa de formação constante, diz pesquisadora • MP das Bets: veja o que muda e saiba datas para devolução de valores • Veja quem são os candidatos a governador de Mato Grosso do Sul
Ver Todas

Professor de ciências precisa de formação constante, diz pesquisadora

Por Ivan Marra
Atualizado em 26/09/2026 às 18:05 schedule 4 min de leitura visibility 5 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O ensino de um conjunto de disciplinas conhecidas como Stem (ciência, tecnologia, engenharia e matemática, na sigla em inglês) exige formação constante de professores, além dos investimentos necessários em infraestrutura. A avaliação é dos autores do Panorama da Educação Stem no Brasil, levantamento que analisa como essas áreas vêm sendo incorporadas à educação básica brasileira.

Organizado pela Fundação Carlos Chagas, instituição sem fins lucrativos que atua em concursos públicos e pesquisas educacionais, em parceria com o British Council, entidade do Reino Unido voltada a relações culturais e oportunidades educacionais, o estudo reuniu informações de seis capitais: Manaus, Belém, João Pessoa, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.

Publicidade

Deviem

A pesquisadora Sandra Unbehaum, coordenadora do estudo, afirma que, para o ensino de Stem, não basta infraestrutura, como computador nas escolas. “É preciso investir na formação de profissionais de um modo profundo e constante”, diz à Agência Brasil. Ela ressalta que a formação dos professores precisa ser vista como parte do trabalho deles, algo que fazem dentro da jornada, e lembra que muitos docentes atuam em mais de uma escola ou têm número excessivo de turmas e alunos. “A formação não pode ser pontual, não pode ser somente para professores que conseguem articular o seu tempo de trabalho e de formação”, defende. Segundo ela, a capacitação não deve ser exclusivamente a distância: “É importante, mas eu entendo que formação aprofundada se dá também na troca presencial”.

Outro ponto destacado pela pesquisadora é que a infraestrutura necessária ao ensino de Stem — computadores, equipamentos tecnológicos, acesso à internet e suporte técnico — seja igual entre as diversas regiões do país, para evitar desigualdades. “A falta de acesso adequado a toda tecnologia hoje disponível, que deveria ser democraticamente disponível para todos, vai contribuir para uma desigualdade educacional. Isso ainda é um desafio muito grande”. Sandra ressalta que a educação Stem tem papel estruturante na formação básica e pode tornar a aprendizagem investigativa e aplicável, preparando os estudantes para desafios como a era da inteligência artificial e a busca de soluções para a questão climática. Ela defende que o ensino das quatro áreas seja integrado, sem que sejam “gavetas separadas”.

Ao longo das 170 páginas do relatório, os pesquisadores citam desafios como certa resistência às tecnologias por parte dos próprios professores, além de falta de conhecimento técnico e insegurança. Em Manaus, foi apontada a dificuldade de ter docentes com licenciaturas específicas, o que faz o professor de educação física dar aula de ciências ou o de ciências dar aula de matemática. Em Curitiba, foi encontrada elevada rotatividade docente nos anos finais, com efeitos sobre o trabalho contínuo construído na escola. O panorama também destaca boas práticas, como jogos desplugados em Manaus, óculos de realidade virtual de baixo custo feitos com fibra de miriti em Belém, imersões tecnológicas em João Pessoa, formadores multiplicadores em São Paulo e espaços maker nos Faróis do Saber em Curitiba.

No Rio de Janeiro, foram destacados os Ginásios Educacionais Tecnológicos (GET), iniciativa criada em 2022 que transforma escolas em espaços com abordagem interdisciplinar. A rede municipal conta com 317 GETs e espera chegar a 350 até o fim do ano, atendendo a 150 mil estudantes. A professora de história Vanini Bernardes Costa de Lima, do GET Ceará, no bairro de Inhaúma, conta que o foco é a integração das matérias Stem e também artes, alterando a sigla para Steam. Ela cita o “colaboratório”, laboratório maker equipado com impressoras 3D, placas de robótica, óculos de realidade virtual, máquinas de corte e computadores. “Neste espaço, nossos alunos e alunas resolvem problemas reais de forma colaborativa, integrando esses diversos saberes”, diz. A estudante Manuela Calixto de Lira Bernardo Abreu, de 15 anos, aluna do 9º ano, afirma que a tecnologia empregada na unidade aumenta seu interesse pelas aulas e não deixa os alunos “só na teoria”. O secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Hugo Nepomuceno, sustenta que os GETs fornecem protagonismo estudantil e “mão na massa”, aproximando tecnologia e conhecimento do cotidiano das famílias.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Brasil Após tratar superávit como “babaquice”, Lula diz a empresários que “estabilidade fiscal é obrigatória” Em encontro com mais de 500 empresários, Lula diz que "estabilidade fiscal é obrigatória" dias após tratar… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra