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Peste peneumônica: o que se sabe sobre a morte de pesquisadora russa

Por Ivan Marra
Atualizado em 06/10/2026 às 20:50 schedule 3 min de leitura visibility 5 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A morte de uma funcionária de um laboratório de pesquisa sobre a peste na Sibéria, no início de outubro, gerou uma onda de especulações e levou autoridades internacionais a pedir mais transparência à Rússia. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que cabe ao país compartilhar mais informações com o mundo e disse que a situação está sendo acompanhada de perto.

A funcionária, identificada pela mídia russa como Darya Shipilova, de 28 anos, trabalhava no Instituto Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente, em Irkutsk. Ela teria adoecido alguns dias antes de ser levada ao hospital no fim de setembro e morreu três dias depois, em Shelekhov, cidade nos arredores da capital regional. A BBC não conseguiu confirmar de forma independente a informação sobre a data da morte.

Autoridades russas inicialmente associaram o caso à peste, mas depois recuaram. O serviço sanitário Rospotrebnadzor afirmou que a funcionária morreu de pneumonia de origem indeterminada e que os exames não encontraram nenhum microrganismo relacionado às suas atividades profissionais. O governador de Irkutsk, Igor Kobzev, repetiu a informação e pediu calma à população, afirmando que todos os contatos identificados foram colocados sob observação médica e que nenhum apresentava sintomas. Cerca de 197 pessoas estavam sob monitoramento, segundo o jornal Izvestia. O hospital foi colocado em quarentena, uma fábrica local de alumínio instituiu o uso obrigatório de máscaras e um grande evento público na cidade foi cancelado.

Relatos não confirmados apontavam que a pesquisadora teria adoecido após quebrar um tubo de ensaio ou depois de uma expedição a uma região onde a peste circula naturalmente entre roedores selvagens, como a Buriácia, na fronteira com a Mongólia. Veículos de imprensa independentes citaram fontes segundo as quais hospitais de Irkutsk teriam sido fechados para quarentena, o que não foi confirmado oficialmente. Após a declaração do Rospotrebnadzor, um veículo federal pró-governo apagou publicações que mencionavam um possível caso de peste.

A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis, que matou ao menos metade da população europeia no século 14, quando ficou conhecida como Peste Negra. A forma pneumônica tem período de incubação curto — às vezes de apenas 24 horas — e pode ser fatal se não for diagnosticada e tratada precocemente, segundo a Organização Mundial da Saúde. Os sintomas incluem falta de ar e tosse, frequentemente com catarro tingido de sangue. O professor Simon Clarke, da Universidade de Reading, no Reino Unido, afirmou à BBC que a variante pneumônica é quase sempre fatal sem tratamento, mas pode ser superada com antibióticos, e que a possibilidade de uma pandemia é muito remota.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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