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Pela mentira ou pela força, legado da esquerda é caracterizar oposição como traidores

Por Celso Rafael
Atualizado em 01/11/2026 às 20:35 schedule 2 min de leitura visibility 9 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O colunista Roberto Motta afirma, em texto publicado na Gazeta do Povo, que a campanha da esquerda nas eleições não teve como objetivo apenas a vitória nas urnas, mas também a caracterização de seus adversários como traidores que devem ser eliminados. Segundo ele, essa retórica continua sendo repetida mesmo após o anúncio dos resultados.

Motta sustenta que, para a esquerda, a disputa pelo poder não termina com a divulgação do resultado eleitoral. Ele cita como exemplo o confisco do passaporte do candidato derrotado, ocorrido sete minutos após o anúncio do resultado, e avalia que quem enxerga democracia nesse tipo de medida está "cego pelo fanatismo". O colunista também critica o que descreve como aplausos de intelectuais, artistas e jornalistas a julgamentos morais que, na sua avaliação, ignoram o Estado de Direito e o devido processo legal.

Na análise do articulista, no Brasil atual a punição passaria a anteceder a investigação e o julgamento, mas apenas para a oposição e os dissidentes, enquanto haveria leniência com o lado esquerdo. Ele compara o raciocínio de que "se fugiu, é porque é culpado" a uma declaração atribuída à ativista Ângela Davis sobre dissidentes soviéticos presos, que teria dito que "se foram presos, é porque têm culpa".

O colunista afirma ainda que a tragédia é que essas ideias foram absorvidas por milhões de pessoas. Segundo ele, todo eleitor da oposição provavelmente tem um parente, vizinho ou colega de trabalho convencido de que eleitores de direita são extremistas perigosos que devem ser monitorados, presos "ou coisa pior". Motta conclui que esse é o legado da esquerda e que o germe do ódio, inoculado por professores ativistas e inflamado pela mídia, corrói o tecido social e transforma colegas, vizinhos e parentes em delatores.

O texto é assinado por Roberto Motta, pesquisador da área de segurança pública e comentarista na Jovem Pan News. A publicação ressalva que os textos do colunista não expressam necessariamente a opinião da Gazeta do Povo.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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