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Pe. Zezinho, scj celebra seis décadas de sacerdócio e uma trajetória pioneira na música, na comunicação e na catequese

Atualizado em 22/09/2026 às 14:05 schedule 3 min de leitura visibility 7 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O sacerdote José Fernandes de Oliveira, conhecido como Pe. Zezinho, scj, completou 60 anos de ordenação sacerdotal em 21 de setembro. A data marca uma trajetória que atravessa a música, a catequese, a comunicação e a literatura, iniciada em um período de transformações na Igreja.

Nascido em Minas Gerais, mudou-se ainda criança para o interior de São Paulo. Em Taubaté, cresceu próximo ao Convento Sagrado Coração de Jesus, o Conventinho, onde a convivência com os padres dehonianos despertou sua vocação. Aos 12 anos, ingressou no Seminário Menor da Escola Apostólica Dehonista, em Lavras (MG). Entre 1954 e 1959, em Corupá (SC), concluiu o ensino médio e viveu experiências que marcaram sua formação. Naquele período, já demonstrava sensibilidade artística, mas chegou a ser impedido de aprender a tocar instrumentos. Diante das restrições, passou a escrever poemas e a criar pseudônimos, pedindo a colegas que os declamassem.

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Deviem

Em 1963, foi enviado a Hales Corners, nos Estados Unidos, onde estudou Teologia e aprofundou conhecimentos em Comunicação e Psicologia. Recebeu a ordenação diaconal em 17 de junho de 1966 e, três meses depois, em 21 de setembro, foi ordenado sacerdote. Sua ordenação ocorreu no ano em que o Concílio Vaticano II chegava ao fim, em um contexto de renovação e de novas formas de participação na vida eclesial.

De volta ao Brasil em 1967, foi destinado ao Santuário São Judas Tadeu, no Jabaquara, em São Paulo, onde se dedicou aos jovens e às escolas e participou da criação da pastoral da juventude. Seu modo de catequizar por meio da música e de uma linguagem próxima do cotidiano chamou a atenção da então diretora da gravadora Paulinas, Ir. Maria Nogueira, que o convidou para uma gravação de teste. A partir dali, a música se tornaria uma das principais formas de comunicar a fé.

Seu repertório reúne canções de espiritualidade, como “Estou Pensando em Deus” e “Oração pela Família”, e composições de temática social, como “Por um Pedaço de Pão” e “Mataram Mais um Irmão”. Ao longo das décadas, suas posições foram interpretadas de maneiras distintas, e ele chegou a ser alvo de classificações políticas opostas. Em determinado período, permaneceu na Espanha após ser perseguido pela ditadura ao defender o direito dos jovens ao voto.

Aos 85 anos, vive no Conventinho, em Taubaté, mesmo endereço que marcou sua infância. Continua compondo, escrevendo e gravando. Ao longo de 60 anos de sacerdócio, sua trajetória soma cerca de 1.800 canções e mais de 120 livros. Sobre o envelhecimento, recorre à imagem do sol poente: “Envelhecer é a fase do sol poente. A aurora é bonita, mas o poente também é rico de experiências”.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Sobre o autor

Por Ivan Marra

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