Paulinho da Força repete acusações de Moraes e pede impeachment de Mendonça, Fux e Kassio
O deputado federal e presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), protocolou nesta terça-feira (29) pedidos de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux. As peças foram enviadas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Paulinho sustenta que os magistrados teriam praticado supostos crimes de responsabilidade e condutas incompatíveis com a honra, a dignidade e a imparcialidade exigidas pela legislação. No pedido referente a Mendonça, o deputado repete as acusações feitas pelo ministro Alexandre de Moraes contra o colega de Corte.
A denúncia aponta suposto direcionamento político-eleitoral e "quebra da imparcialidade judicial" nas investigações sobre o Banco Master e os descontos ilegais do INSS, relatadas por Mendonça. Paulinho também cita que o ministro teria tentado direcionar alvos de investigação, incluindo Moraes e Alcolumbre. O deputado afirma que existem suspeitas financeiras envolvendo o Instituto Iter, entidade privada fundada por Mendonça, e menciona uma reunião entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro. Em setembro, Mendonça deixou o quadro societário do Iter e confirmou que teve um encontro com Vorcaro para falar sobre precatórios que estavam sob tutela do Master em 2025.
A representação contra Nunes Marques foca em supostas mordomias e favorecimentos econômicos custeados por Vorcaro, como a utilização de jatinhos e estadias em hotéis de luxo. O texto cita a "Turma do KN" e conversas sobre uma suposta mesada de R$ 500 mil paga a Kevin Marques, filho do ministro. Já em relação a Fux, Paulinho alega suposto conflito de interesses e conduta incompatível com o cargo a partir de supostas ligações entre o filho do magistrado, o advogado Rodrigo Fux, e o ex-banqueiro.
O episódio envolvendo Mendonça e Moraes teve desdobramentos ao longo de setembro. No dia 1º, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou mensagens de Vorcaro para Moraes. Em resposta, Moraes pediu autorização para investigar Mendonça no inquérito das fake news, com base em relatórios de inteligência da PF sem valor probatório. Segundo um dos relatórios, o objetivo de Mendonça seria viabilizar a aprovação da anistia aos envolvidos no 8 de janeiro para beneficiar o grupo político do qual o magistrado "faz parte".
A troca de acusações fez com que o presidente do STF, Edson Fachin, afastasse Moraes da relatoria do inquérito das fake news e enviasse os casos Master e INSS para a presidência da Corte. O embate culminou no julgamento do último dia 15, no qual os ministros deveriam ter avaliado a possível abertura de uma investigação contra Moraes. A sessão terminou sem definição após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, mas o impasse seguiu por meio de uma guerra de liminares e ofícios.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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