Papa no Angelus: o perdão é indispensável para viver em paz
O Papa Leão XIV afirmou neste domingo, 13 de setembro, durante a oração do Angelus na Praça São Pedro, que o perdão é indispensável para viver em paz. Diante de peregrinos e fiéis reunidos sob céu ensolarado, o Pontífice alertou que, sem perdão, surgem conflitos, acusações, rancores e vinganças capazes de destruir relações, dividir famílias e desencadear guerras.
Da janela do Palácio Apostólico, o Papa comentou o Evangelho do XXIV Domingo do Tempo Comum (Mt 18,21-35), no qual Pedro pergunta a Jesus quantas vezes deve perdoar um irmão que o ofende. Leão XIV explicou que o número sete, na Bíblia, simboliza a plenitude, e que a resposta de Jesus vai além: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete", ou seja, sem medida e além de qualquer limite.
Para esclarecer o ensinamento, Cristo conta a parábola do servo que recebeu de seu senhor o perdão de uma dívida praticamente impossível de pagar, mas não demonstrou a mesma misericórdia com um companheiro — e por isso acabou repreendido e severamente castigado. O Papa recordou que tudo o que existe é dom gratuito do amor de Deus e que ninguém pode considerar perfeita a própria resposta a tanta bondade. Essa consciência, acrescentou, deve orientar as relações humanas.
"Só o perdão liberta e traz de volta a luz", afirmou o Pontífice, comparando o perdão a um vento favorável, capaz de afastar até as nuvens mais densas e permitir que o sol volte a brilhar. Como exemplo, citou São Pedro, que negou e abandonou Jesus durante a Paixão, mas, ao reencontrá-lo ressuscitado às margens do lago, ouviu apenas a pergunta "Simão, tu me amas?", seguida do convite "Segue-me!". Era como se tudo recomeçasse, observou o Papa, quase como no dia do primeiro encontro.
Ao final, Leão XIV pediu a intercessão da Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, para que ajude os cristãos a perdoar sempre, mesmo quando é difícil dar o primeiro passo. Após a oração mariana, o Papa saudou os romanos e peregrinos presentes, com destaque para grupos vindos do Brasil: fiéis de São Paulo e a "Família de Belluno" com a Escola Fainors de Erechim, no Rio Grande do Sul. Também cumprimentou membros da Associação Religiosa Jesús Nazareno Cautivo residentes em Roma, o grupo do Oratório Salesiano de Chieri, fiéis de Dolianova, na Sardenha, peregrinos que chegaram de Assis pela Via de São Francisco e motociclistas reunidos em defesa da paz e da vida.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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