Os maiores vencedores e os maiores perdedores do primeiro turno das eleições 2026
O primeiro turno das eleições de 2026 terminou com Flávio Bolsonaro (PL) à frente da disputa presidencial, em um cenário que contrariou as pesquisas eleitorais e confirmou a eleição mais apertada desde a redemocratização. Segundo a BBC News Brasil, apenas 2,2 milhões de votos separam Flávio de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que iniciará nesta segunda-feira (5/10) a disputa pela Presidência mais difícil de sua trajetória. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Entre os vencedores apontados por especialistas ouvidos pela reportagem está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Embora preso e inelegível, ele defendeu desde o início a candidatura do filho mais velho, em meio a uma disputa pelo seu legado que envolvia outros filhos, Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo reeleito, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Para o cientista político Murillo Aragão, da Arko Advice, a confirmação da vitória de Flávio abre a oportunidade da anistia. Além dele, Carlos Bolsonaro foi eleito senador por Santa Catarina, Michelle pelo Distrito Federal e Jair Renan, o filho mais novo, elegeu-se deputado federal por Santa Catarina.
O Partido Liberal é apontado como outro grande vencedor. A sigla elegeu 19 senadores, totalizando 28 representantes na Casa, e deve seguir com a maior bancada na Câmara dos Deputados. Para o cientista político Marco Antonio Teixeira, da FGV, o PL venceu pelo tamanho da bancada que elegeu no Senado e, ao que parece, também na Câmara. Já Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, afirma que a direita, como campo político, é uma grande vitoriosa. O partido também amealhou a maior votação para um único candidato: Lucas Pavanato (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) superaram a marca de 3 milhões de votos e se tornaram os primeiros deputados a atingir esse patamar na história da Câmara.
No campo do PT, o Nordeste foi a única região em que Lula ficou em primeiro lugar, mas a votação não foi suficiente para mantê-lo na liderança nacional. Ainda assim, o partido reelegeu governadores no Piauí, com Rafael Fonteles, que teve o maior percentual de votos do país, além de Elmano Freitas, no Ceará, e Jerônimo Rodrigues, na Bahia.
Para Aragão, a coordenação política de Lula joga contra o petista, e um Senado mais hostil pode marcar um eventual novo mandato. Já a professora Jacqueline Teixeira, da UnB, avalia que, mesmo que Flávio não vença no segundo turno, o PL mantém sua conquista ao desenhar um cenário nacional de pressão sobre o Legislativo e os Executivos estaduais.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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