O socialismo prometeu enterrar o capitalismo — mas cavou a própria sepultura
Em 12 de outubro de 1960, o primeiro-ministro soviético Nikita Khrushchev bateu o sapato no pódio da Assembleia Geral das Nações Unidas e gritou aos países capitalistas: "Nós vamos enterrá-los". Menos de 30 anos depois, segundo artigo assinado por Alex Tokarev e Kristin Tokarev e publicado pela Foundation for Economic Education, o socialismo é que estava morto e enterrado na Europa Oriental, e a URSS havia desaparecido dos mapas.
O texto atribui o erro de previsão à própria natureza do modelo socialista, baseado em controles benevolentes e na sabedoria de especialistas, em contraste com o capitalismo, que se apoia na busca do lucro e nos sinais de preços do mercado. Após a ocupação da Europa Oriental, Moscou integrou as economias da Albânia, Bulgária, Checoslováquia, Alemanha Oriental, Hungria, Polônia e Romênia no Conselho para Assistência Econômica Mútua (Comecon), ao qual depois se juntaram Mongólia, Cuba e Vietnã. A propriedade privada foi expropriada, a iniciativa empresarial criminalizada e o lucro virou "palavra suja".
Com o planejamento centralizado substituindo os mecanismos de mercado, a definição de salários e preços virou adivinhação para burocratas, e o resultado foi escassez e produtos de má qualidade. O artigo cita os ônibus húngaros Ikarus, os carros Trabant e Wartburg da Alemanha Oriental, as empilhadeiras búlgaras Balkancar e o carvão polonês como exemplos de uma especialização guiada por critérios políticos, e não de mercado. Sem concorrência nem preços reais, diz o texto, a ordem econômica socialista estava condenada ao colapso.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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