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O relacionamento humano em tempos de conexão digital

Por Ivan Marra
Atualizado em 22/09/2026 às 08:20 schedule 3 min de leitura visibility 35 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O contato humano, antes marcado pela presença, pelo olhar, pela escuta, pelo toque e pela conversa, passa, cada vez mais, a ser mediado pelas tecnologias digitais. A avaliação é de Dom Oriolo, bispo da Igreja Particular de Leopoldina, em Minas Gerais, em artigo publicado nesta segunda-feira.

Segundo o bispo, o cenário ao redor mudou. Já não se encontram com a mesma frequência pessoas simplesmente em contato umas com as outras, mas conectadas a smartphones, tablets e computadores, utilizando esses dispositivos para se relacionar e interagir. Os aparelhos móveis, escreve, tornaram-se para muitos uma extensão da própria vida, presentes no trabalho, no lazer, na família, na Igreja e nos momentos de descanso.

Dom Oriolo reconhece que a conexão digital ampliou possibilidades de aprendizado e de expressão, aproximou pessoas fisicamente distantes, garantiu acesso rápido a informações e permitiu manter vínculos afetivos com familiares e amigos ausentes. Ao mesmo tempo, observa que essa realidade transforma a maneira como as pessoas se relacionam e que o mundo digital não é apenas uma ferramenta, mas um ambiente que influencia a construção da identidade e dos relacionamentos.

O bispo afirma que a presença onipresente das telas cria barreiras para o aprendizado do amor, da convivência e da partilha, valores que, segundo ele, não podem ser ensinados por algoritmos, mas apenas vivenciados no contato humano. Ele cita a Primeira Carta do apóstolo Paulo aos Coríntios — "Eu vos alimentei com leite, não com alimento sólido, porque não éreis capazes" (1 Cor 3,2) — para dizer que a conexão digital costuma oferecer um alimento líquido e superficial, já que a velocidade de circulação da informação e a personalização de conteúdos impulsionados pela Inteligência Artificial dificultam a distinção entre fatos, opiniões ou conteúdos deliberadamente manipulados.

Na conclusão, Dom Oriolo sustenta que o amadurecimento humano e espiritual exige a coragem de buscar o alimento sólido, com olhar crítico sobre o que se consome nas telas. Ele lembra que o ecossistema on-life traz facilidades, mas nenhuma Inteligência Artificial substituirá o toque, a escuta e a vivência em comunidade.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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