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O que são as eleições de meio de mandato dos EUA e por que elas podem selar futuro de Trump?

Por Ivan Marra
Atualizado em 31/10/2026 às 21:05 schedule 3 min de leitura visibility 9 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Em 3 de novembro, os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. A votação ocorre a cada dois anos e, quando acontece no meio do mandato presidencial de quatro anos — o de Donald Trump termina em janeiro de 2029 —, recebe esse nome. O pleito definirá qual partido controlará o Congresso e a facilidade com que o presidente conseguirá executar seus planos.

O Congresso é formado por duas casas. Todos os 435 membros da Câmara dos Representantes serão eleitos, com mandatos fixos de dois anos; é ali que as propostas de lei costumam ser apresentadas e debatidas. No Senado, 35 das 100 cadeiras estarão em disputa, com mandatos de seis anos. Os senadores aprovam ou vetam projetos vindos da Câmara. No mesmo dia, eleitores de grande parte do país também escolherão políticos em nível estadual, incluindo governadores na Califórnia, Flórida, Geórgia e Michigan.

Os republicanos, partido de Trump, controlam hoje as duas casas, mas com maioria apertada: 218 cadeiras na Câmara — o mínimo necessário — mais um independente que vota com eles, e 53 no Senado. A câmara alta só mudaria de mãos se os democratas conquistassem ao menos 51 cadeiras, o que superaria o voto de desempate do vice-presidente caso ambos os lados chegassem a 50. Se recuperarem o controle de pelo menos uma das casas, os democratas poderão apresentar suas próprias leis para votação.

A economia domina as preocupações dos eleitores, que enfrentam os preços de combustíveis, alimentos, saúde e habitação. A inflação segue acima da meta do Federal Reserve, em parte devido à guerra iniciada pelos EUA e por Israel com o Irã em fevereiro. Os democratas afirmam que as tarifas impostas por Trump a vários países também encareceram produtos. A imigração é outro tema central: os republicanos dizem que Trump cumpriu uma promessa de campanha de 2024 ao reforçar a segurança na fronteira e lançar uma repressão controversa à imigração ilegal. A regulamentação da inteligência artificial ganhou urgência, com políticos de alto escalão dos dois partidos defendendo regras, posição contrária à de Trump.

As midterms são vistas como um último veredito dos eleitores sobre o governo Trump antes do fim do mandato, segundo o correspondente da BBC Anthony Zurcher. Pesquisas recentes apontam baixa aprovação: Trump iniciou o segundo mandato com pouco mais de 50%, índice que caiu para cerca de 37% no início de outubro, com 61% de desaprovação. Se os democratas vencerem a Câmara ou o Senado, Trump terá dificuldade para aprovar leis — embora já tenha demonstrado disposição de governar por ordens executivas —, e o controle democrata facilitaria investigações por comissões, com convocação de funcionários e pedidos de documentos. Se os republicanos mantiverem o Congresso, o presidente poderá dar continuidade aos seus planos com mais facilidade. O nome de Trump não consta na cédula, e ele não pode concorrer a um terceiro mandato; após o pleito, devem começar as especulações sobre seu sucessor em 2028.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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