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A estratégia de Flávio para sair do Brasil: veículos de apoio e jatos alternativos

Por Ivan Marra
Atualizado em 31/10/2026 às 22:05 schedule 4 min de leitura visibility 9 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Uma operação com veículos de apoio, aeronaves particulares e possíveis ações de despiste teria sido montada para viabilizar a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil rumo aos Estados Unidos nesta semana. Os detalhes foram publicados pelo jornal argentino Clarín, que atribui a articulação a representantes americanos e argentinos.

Segundo o periódico, a estratégia incluiu o aluguel de pelo menos três jatos particulares, com possibilidade de uma quarta aeronave, para garantir alternativas caso o trajeto inicialmente planejado fosse comprometido. Caminhonetes e carros com placas capazes de evitar bloqueios teriam sido mobilizados no Brasil e na Argentina — o jornal não detalha se eram veículos oficiais. Ainda de acordo com o Clarín, o presidente argentino Javier Milei teria determinado ao principal assessor, Santiago Caputo, que viajasse de forma confidencial para a província de Misiones para assegurar as condições da saída de Flávio, da esposa e de duas filhas.

O jornal relata que, na terça-feira (27), perto da meia-noite, uma van branca com vidros escurecidos foi filmada chegando ao aeroporto de Porto Iguaçu, o que levantou suspeitas de que a família estivesse no veículo. A decolagem de um jato particular com destino a Miami reforçou essa impressão. O Clarín afirma, porém, que Flávio teria chegado cerca de uma hora antes, em outro carro, entrando na área de pouso e decolagem por um acesso reservado. A reportagem sustenta ainda que agentes americanos teriam coordenado parte dos deslocamentos e dos procedimentos no aeroporto, e que integrantes da Polícia de Segurança Aeroportuária argentina, além de funcionários da imigração e da alfândega, teriam sido afastados por enviados estrangeiros. A família teria aguardado cerca de 40 minutos até a autorização para a decolagem.

Conforme o periódico, algumas das aeronaves teriam sobrevoado a região, pousado em Misiones ou sido posicionadas em locais alternativos, incluindo o Paraguai, com voos simultâneos em direção aos Estados Unidos para dificultar a identificação do avião efetivamente usado. A reportagem descreve também uma viagem terrestre de aproximadamente 1,6 mil quilômetros, de Brasília até a região de Foz do Iguaçu. Flávio teria inicialmente contratado um jato para o trecho, mas o proprietário da aeronave teria se recusado a cumprir o contrato após a divulgação de notícias sobre a obrigação de o senador permanecer no Brasil por ordens de Alexandre de Moraes. Seis veículos diferentes teriam deixado, um após o outro, a residência da família em Brasília, como parte da estratégia de despiste.

O Clarín afirma que a participação dos Estados Unidos na operação em território argentino teria sido ampla, com representantes americanos assumindo temporariamente parte do controle do aeroporto, e ressalta que ainda há pontos a esclarecer sobre o papel dos governos americano e argentino. As dúvidas levaram deputados do Partido Democrata a encaminhar questionamentos ao secretário de Estado, Marco Rubio, entre eles se houve participação da Casa Branca e se funcionários americanos atuaram no Brasil, na Argentina ou no Equador, onde a aeronave teria feito escala antes de seguir para Miami. Rubio deverá responder até 13 de novembro. No Brasil, a Polícia Federal trabalha na elaboração de um documento para entender a dinâmica logística e se o senador teria recebido apoio para deixar o país. Flávio não é considerado foragido, pois não há ordens de prisão nem condenações judiciais contra ele. Em vídeo publicado na noite de sexta-feira, ele disse ter saído do Brasil para não ser vítima de censura e perseguição, mas que segue atuando como articulador político da direita mesmo fora do país.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Ivan Marra

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