“Nota fiscal é só a ponta do iceberg”: empresas correm para se adaptar à reforma tributária
Na reta final do período de adequação à reforma tributária, empresas de diferentes portes correm para se adaptar às novas regras, que começam a valer plenamente em janeiro de 2027. A rede varejista Minipreço, com 18 lojas em dez cidades, mobilizou as áreas contábil, fiscal e de tecnologia para revisar cadastros, classificações fiscais e sistemas, mas ainda evita afirmar que está pronta. “A nota fiscal é apenas a ponta do iceberg”, diz Tiago da Silva, gerente contábil e fiscal do grupo.
Levantamento da Omie mostra que 50% das micro, pequenas e médias empresas ainda não iniciaram o planejamento para a reforma ou não compreendem seus efeitos práticos. Desde 3 de agosto, parte das notas fiscais eletrônicas passou a destacar o IBS e a CBS, em cronograma escalonado. A Receita Federal trata 2026 como ano de testes e mantém janeiro de 2027 como marco para o fim do PIS e da Cofins e o início da cobrança da CBS e do Imposto Seletivo. O secretário especial da Receita, Robinson Barreirinhas, afirma que não haverá penalidade a quem demonstrar preparação gradual.
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