Última Hora
• Papa recebe o título de confrade da Capela de São Jorge, em Windsor • Terremoto no Tibete: equipes de resgate trabalham entre os escombros • Debate da Globo: regras, horário e checagem do último embate entre Lula e Flávio • Quando os resultados da eleição serão anunciados e como acompanhá-los? • Palermo: os depósitos da Caritas diocesana também correm o risco de ficar vazios • Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist • ONS fará operação especial para garantir energia no segundo turno • Pe. Wesley Barros: "precisamos de um milagre" para a canonização da Beata Benigna • Papa recebe o título de confrade da Capela de São Jorge, em Windsor • Terremoto no Tibete: equipes de resgate trabalham entre os escombros • Debate da Globo: regras, horário e checagem do último embate entre Lula e Flávio • Quando os resultados da eleição serão anunciados e como acompanhá-los? • Palermo: os depósitos da Caritas diocesana também correm o risco de ficar vazios • Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist • ONS fará operação especial para garantir energia no segundo turno • Pe. Wesley Barros: "precisamos de um milagre" para a canonização da Beata Benigna
Ver Todas

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist

Por Ivan Marra
Atualizado em 23/10/2026 às 12:55 schedule 3 min de leitura visibility 12 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

A revista britânica The Economist publicou, na quinta-feira (22/10), uma reportagem na qual afirma que “a estranha economia do Brasil precisa de uma reforma séria”, mas que “nem Lula, nem Flávio Bolsonaro têm estômago” para realizá-la. O texto avalia as propostas econômicas dos dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo.

Segundo a publicação, democratas de todo o mundo se assustaram quando Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno, mas capitalistas também tremeram — de entusiasmo. A revista classifica o resultado como um veredito contundente sobre a condução econômica do atual governo, citando o crescimento do PIB acima das previsões pessimistas, o desemprego baixo e a inflação próxima à faixa de 1,5% a 4,5% estabelecida como meta pelo Banco Central. Ainda assim, aponta que o descaso com as contas públicas e a retórica hostil ao setor empresarial assustam os mercados: o superávit primário herdado transformou-se em déficit, e o FMI projeta dívida pública de 97% do PIB este ano, ante 84% em 2022.

A Economist compara Flávio Bolsonaro ao presidente argentino Javier Milei, que promoveu reformas pró-mercado “com algum sucesso”, mas também “com muita dor”. A reportagem destaca promessas do senador de reduzir o número de ministérios, digitalizar o setor público e vender prédios do governo federal. Para a revista, porém, essa reforma é implausível — ele teria sorte se conseguisse metade da economia prometida com tais ajustes. O texto acrescenta que a equipe do candidato fala, em tom reservado, sobre reformas, mas o próprio senador rejeitou mudanças no sistema previdenciário ou nos mecanismos de indexação.

De acordo com a publicação, seria preciso um fervor genuíno, ao estilo de Milei, para enfrentar problemas que decorrem de uma combinação complexa de gastos públicos elevados, inflação persistente e baixa taxa de poupança. A Economist aponta o alto custo do crédito no país, fruto das altas taxas de juros e dos altos gastos públicos, como um dos problemas centrais, e afirma que nenhum governo recente atacou essa questão. A saída, segundo a revista, é o ajuste fiscal, que reduziria a inflação, diminuiria a taxa de juros real e liberaria capital para usos produtivos.

A reportagem observa ainda que qualquer presidente teria dificuldade em convencer três quintos dos membros de ambas as casas do Congresso — quórum necessário para desmontar as amarras constitucionais que impulsionam os gastos. Sobre Lula, a Economist avalia que, se ele protagonizar uma virada surpreendente no segundo turno, é improvável que se torne subitamente um defensor do rigor fiscal. “O mercado talvez prefira Bolsonaro a Lula; mas, seja quem for o eleito, o resultado acabará sendo uma decepção”, conclui a publicação.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Internacional Debate da Globo: regras, horário e checagem do último embate entre Lula e Flávio Candidatos à Presidência se enfrentam hoje pela última vez antes do segundo turno, marcado para domingo… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra