Moraes usa relatórios frágeis da Polícia Federal para investigar Mendonça
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu a abertura de investigação contra o colega de Corte André Mendonça com base em quatro relatórios da Polícia Federal que, segundo o próprio material, não têm valor de prova judicial. Os documentos não possuem data nem assinaturas e são classificados apenas como documentos de trabalho. Os investigadores alertam que algumas conclusões vão além do que os dados comprovam e classificaram como de confiança baixa a tese de que Mendonça agia por motivação política.
Os relatórios citam suspeitas sobre a atuação do ministro em casos envolvendo o Banco Master e o INSS, incluindo o relato de que ele teria entregue uma ordem judicial em papel antes de assinar o documento no sistema eletrônico — situação em que a PF verificou que os textos eram idênticos. A corporação também admitiu risco de viés contra Mendonça, reconhecendo-se como parte interessada na disputa. O presidente do STF, Edson Fachin, retirou os documentos do Inquérito das Fake News e deu prazo de cinco dias para os ministros se manifestarem, sinalizando que não pretende acelerar a análise.
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