Ministro da Polônia diz que Europa precisa produzir armas em “modo de guerra” para enfrentar Rússia
O ministro da Defesa da Polônia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, afirmou nesta terça-feira (13) que os países europeus precisam acelerar a produção de armas e munições e adotar um “modo de guerra” para acompanhar o ritmo da indústria militar da Rússia. A declaração foi feita durante entrevista coletiva em Varsóvia.
Segundo o ministro, que também ocupa o cargo de vice-primeiro-ministro, a Europa corre o risco de enfrentar problemas de segurança nos próximos anos caso não aumente sua capacidade de fabricar armamentos. “Eu, pessoalmente, defendo a adoção de um modo de guerra na produção de armas e munições em toda a Europa”, disse Kosiniak-Kamysz. “É isso que a Federação Russa está fazendo neste momento. Não podemos ignorar esse fato”, acrescentou.
O ministro afirmou que a Europa não pode continuar despreparada diante do avanço da produção militar russa e precisa ampliar a fabricação de equipamentos para garantir sua própria defesa. A preocupação do governo polonês ocorre desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Conforme um relatório divulgado neste ano pelos serviços de inteligência da Estônia, a Rússia produziu aproximadamente 7 milhões de munições de artilharia, morteiros, tanques e foguetes em 2025. A produção russa desse tipo de armamento aumentou mais de 17 vezes desde 2021. Já os 27 países da União Europeia e a Noruega devem produzir cerca de 2 milhões de projéteis de artilharia de calibre 155 milímetros neste ano, segundo um relatório sobre a capacidade militar europeia citado pela Euronews.
As declarações ocorreram após uma reunião com o comissário europeu de Defesa, Andrius Kubilius, em Varsóvia. Durante o encontro, Kosiniak-Kamysz defendeu investimentos em três áreas consideradas prioritárias pela Polônia: armas de longo alcance, drones e sistemas para derrubar drones, além de inteligência artificial aplicada à defesa. O ministro também pediu que a União Europeia facilite a compra de armamentos de países aliados da Otan quando as fábricas europeias não conseguirem entregar os equipamentos necessários com rapidez. A Polônia está entre os países da aliança militar que mais destinam recursos à defesa.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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