Mercado nacional de moradias universitárias tem nova rede em expansão, que projeta VGV de R$ 1,1 bi até 2029
O mercado brasileiro de moradias universitárias ganhou um novo concorrente com planos de expansão. Braço da incorporadora ALTMA, o Hive for Students já tem dois empreendimentos em construção próximos ao principal câmpus da PUCPR, em Curitiba, e confirmou para este ano mais um lançamento: o Hive Cidade Universitária, perto do câmpus da USP, em São Paulo, com cerca de 250 unidades destinadas exclusivamente a estudantes universitários.
A nova marca aposta em um modelo que, segundo a empresa, é inédito no país: o student housing de incorporação, com unidades à venda para investidores individuais de diferentes portes. O segmento é hoje dominado pelo formato patrimonialista, voltado ao acúmulo de ativos e à geração de renda passiva. "Nos nossos empreendimentos, a operação é coesa, do ativo como um todo, mas os proprietários não são fundos de investimento e sim investidores que compram uma, duas, 10 unidades", afirma o sócio e diretor de desenvolvimento imobiliário da ALTMA, Gabriel Falavina Dias. Segundo ele, os dois primeiros empreendimentos tiveram 100% das unidades vendidas nos lançamentos.
O Hive conta com a participação de Juliano Antunes, fundador da Uliving, pioneira do setor no Brasil, como sócio. "O Hive é uma construção a quatro mãos, que rompe com o modelo super fechado do student housing nacional", diz Antunes. O pipeline da rede prevê R$ 1,1 bilhão em VGV até 2029, com 13 projetos em nove cidades com relevância universitária. Para 2027, estão previstos lançamentos em Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre e Itajaí. A sequência inclui Joinville, Florianópolis, Maringá, Goiânia e novas operações nas capitais já atendidas. Somente os dois empreendimentos em construção no Paraná e os lançamentos de 2026 e 2027 somam 818 leitos, quase 20% do total ofertado no Brasil.
A chegada a São Paulo é impulsionada pela parceria entre a ALTMA e a Quartzo Capital, gestora com mais de R$ 1,4 bilhão em ativos sob gestão. As duas empresas curitibanas estruturaram um veículo de investimentos com VGV estimado em R$ 100 milhões para o Hive Cidade Universitária, no Butantã, com 40% de participação da Quartzo. A modelagem aposta em rentabilidade acima de 25% ao ano, com precificação por leito e não por apartamento. "A validação do modelo no Paraná nos levou a ampliar a participação no projeto de São Paulo", afirma Nikolas Nissel, diretor de Real Estate da Quartzo Capital.
Levantamento da Brain Inteligência Imobiliária aponta que o Brasil tem cerca de 4.100 camas de moradia estudantil para 5,1 milhões de universitários matriculados, sendo que cerca de 1,5 milhão estudam fora de suas cidades de origem. Nos EUA, são 6 milhões de camas para cerca de 20 milhões de estudantes. Segundo o estudo, o mercado nacional tem potencial para pelo menos mais R$ 3 bilhões em vendas. Os empreendimentos têm parceria da PUCPR em Curitiba, e a PUC Minas participou de evento com o Hive em Belo Horizonte.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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