Medicamento reduz em até 85% internações no SUS por fibrose cística
O uso do medicamento Trikafta no tratamento da fibrose cística reduziu em até 84,8% as internações de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). O dado consta de levantamento divulgado pela Agência Brasil, que analisou o impacto da incorporação do fármaco na rede pública de saúde.
A fibrose cística é uma doença genética crônica que afeta principalmente os pulmões e o sistema digestivo, exigindo acompanhamento contínuo e, em quadros mais graves, hospitalizações frequentes. O Trikafta, também conhecido como elexacaftor/tezacaftor/ivacaftor, atua na correção da proteína defeituosa responsável pela doença, o que reduz a progressão dos sintomas e a necessidade de cuidados intensivos.
O levantamento aponta que a queda expressiva nas internações representa um avanço relevante para os pacientes atendidos pelo SUS, que passam a ter acesso a um tratamento que modifica o curso da doença. A redução também alivia a pressão sobre a rede hospitalar, diminuindo custos e liberando leitos para outros atendimentos.
Especialistas destacam que a adesão ao tratamento é essencial para que os resultados observados se mantenham. Ainda assim, não há informação pública detalhada sobre o número exato de pacientes beneficiados ou o período analisado no estudo. O Ministério da Saúde não se manifestou sobre os dados até o fechamento desta matéria.
Pneumologistas ouvidos em caráter reservado ponderam que, embora os resultados sejam expressivos, o acompanhamento regular é necessário para monitorar possíveis reações adversas, como alterações hepáticas e distúrbios gastrointestinais, descritas na bula do fármaco. A distribuição do medicamento, incorporado ao SUS em 2023, ainda enfrenta desafios logísticos em regiões de maior dispersão populacional, segundo relatos de associações de pacientes.
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