Marcelo Portugal Gouvêa lança candidatura à presidência do São Paulo: “Maior missão da minha vida”
O advogado Marcelo Marcucci Portugal Gouvêa lançou oficialmente sua candidatura à presidência do São Paulo na noite desta terça-feira, em evento realizado nos Jardins, na capital paulista. Ele concorrerá pelo grupo de oposição "São Paulo de Volta". A solenidade reuniu conselheiros oposicionistas e ídolos com história no clube, como Diego Lugano, Cicinho, Renan e Júnior.
Conselheiro eleito em 2008 e vitalício desde 2014, Portugal Gouvêa construiu sua trajetória política na oposição. Aos 44 anos, é filho de Marcelo Figueiredo Portugal Gouvêa, que presidiu o clube entre 2002 e 2006, período em que o São Paulo conquistou principalmente a Copa Libertadores e o Mundial de 2005.
"Aos torcedores, essa gestão nasce do amor ao São Paulo. Eu amo esse clube, por isso sou candidato. E não aguento mais ver as pessoas maltratando o São Paulo. Quero dar aos meus filhos um clube que tenham orgulho de torcer, como eu tinha quando era pequeno. E para isso, preciso do apoio, da cobrança e da fiscalização de todos os torcedores, para que todos nós possamos trazer o São Paulo para o seu devido lugar", discursou o candidato.
A chapa reúne principalmente os grupos Salve o Tricolor Paulista, Novo São Paulo e Força São Paulo, e contará ainda com Eduardo Alfano Vieira como candidato à vice-presidência e Fábio Mariz de Oliveira na disputa pela presidência do Conselho Deliberativo. "O que nos une é o convencimento da necessidade de mudança, não pelo interesse pelo poder, mas pela necessidade de mudar a governança, de ter um sistema de controles internos diferente do atual. Isso que é o amálgama de todos os conselheiros, que nos traz pra essa batalha para a área associativa e também para o Conselho", afirmou Eduardo Alfano.
O plano de gestão do candidato está estruturado em três pilares: reestruturação financeira, reforma administrativa e cultura inegociável da responsabilidade. O objetivo central é constituir uma diretoria profissional que rompa com o modelo atual de gestão. Entre as medidas prometidas, estão a realização de uma auditoria geral de todos os contratos assinados pelas gestões Casares e Massis nos primeiros 100 dias, caso seja eleito, a contratação de um CEO com experiência de mercado para liderar as operações financeiras, a revisão e renegociação do perfil da dívida — hoje na casa do R$ 1 bilhão — e a publicação de relatórios trimestrais com balancetes, resultados de auditorias e revisão de contratos em um portal criado para dar transparência ao torcedor. O candidato também avalia criar uma diretoria comercial, com a meta de precificar tudo o que o clube produz, como cotas de direitos televisivos, ingressos, contratos em vigor e o programa de sócio-torcedor.
"É a maior missão da minha vida. Estamos em um dos dois piores momentos da história do São Paulo, só em 1935 tivemos um momento que pode ser comparado. Não faz jus ao São Paulo que aprendemos a amar. Crise institucional, política, financeira e esportiva. Impeachments, dirigentes acusados, tudo num período de um ano. O inexplicável aconteceu no São Paulo", declarou. A eleição presidencial está prevista para a primeira quinzena de dezembro e definirá o presidente do clube para o triênio 2027-2029, além da nova composição do Conselho Deliberativo.
Esta matéria foi publicada primeiro em gazeta esportiva e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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