Lula perde 3,4 milhões de votos em relação ao primeiro turno de 2022
Com 99,98% das urnas apuradas e a confirmação de um segundo turno na disputa presidencial de 2026, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou uma perda de mais de 3,4 milhões de votos em relação ao primeiro turno de 2022, quando concorreu com o então presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2022 Lula obteve 57,26 milhões de votos, contra 51,07 milhões de Bolsonaro. No primeiro turno de 2026, a apuração aponta 56,08 milhões de votos para o senador Flávio Bolsonaro (PL) e 53,86 milhões para Lula. Em termos proporcionais, a votação do petista caiu de 48,43% para 45,15%, uma redução de 3,28 pontos percentuais — o pior desempenho de Lula em um primeiro turno desde 1998, quando foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) por 53,06% a 31,71%.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, recebeu cerca de 5 milhões de votos a mais do que seu pai havia conquistado em 2022. Sua participação nos votos válidos chegou a 47,03%, o que representa 3,83 pontos percentuais acima da votação de Jair Bolsonaro no pleito anterior (43,2%).
O resultado também divergiu do último levantamento do Datafolha, divulgado na véspera da votação, que apontava Lula com 45% das intenções de voto (votos válidos) contra 42% de Flávio — vantagem de três pontos para o petista. Nas urnas, a diferença foi de 1,91 ponto a favor do candidato do PL. Flávio ficou 5,03 pontos acima do percentual projetado pela pesquisa, enquanto Lula praticamente repetiu seu índice, com 0,15 ponto a mais.
Os números indicam uma tendência de migração de eleitores dos demais candidatos para a campanha do senador. Ronaldo Caiado (PSD) teve diferença de 1,82 ponto percentual em relação à pesquisa, e Renan Santos (Missão) ficou 0,76 ponto abaixo do indicado. Caiado, Romeu Zema (Novo) e Renan Santos não alcançaram 3% dos votos válidos: Renan terminou com 2,24% (2,68 milhões de votos), Caiado com 2,18% (2,60 milhões) e Zema com 0,27% (326 mil). O cenário reforçou o caráter polarizado da disputa, sem o surgimento de uma terceira via viável.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar