Leão XIV: a revolução do Evangelho abate os muros que separam os seres humanos
O Papa Leão XIV exortou os jovens reunidos em Assis, na Itália, para o Encontro da Juventude Franciscana, a construírem um mundo baseado no acolhimento, e não na defesa de posições. Durante a homilia da missa celebrada na Basílica de Santa Maria dos Anjos, o pontífice pediu que os fiéis sigam o exemplo de São Francisco e Santa Clara, que encontraram na confiança em Deus um caminho para derrubar os muros que separam os seres humanos.
“Confiar em Deus é reencontrar, tal como Francisco e Clara, um mundo que não se defende, mas se abraça”, afirmou o Papa diante dos participantes. A fala do pontífice, centrada no Evangelho, foi interpretada como um chamado à superação de divisões e ao diálogo, em um contexto de tensões globais e polarização social. O encontro em Assis, cidade símbolo do santo que inspirou o nome escolhido pelo Papa, reuniu jovens de diversas nacionalidades para momentos de oração e reflexão.
Leão XIV destacou que a mensagem franciscana permanece atual e necessária, especialmente para as novas gerações. Para o pontífice, a revolução proposta pelo Evangelho não é política ou ideológica, mas uma transformação interior que se reflete nas relações cotidianas. O Papa também relacionou a experiência de Francisco e Clara à necessidade de uma escuta atenta e de uma presença solidária junto aos mais vulneráveis.
A celebração integra a agenda do pontífice em um ano marcado por eventos da Igreja voltados à juventude. O Vaticano não divulgou detalhes adicionais sobre os próximos compromissos do Papa na região, mas a passagem por Assis reforça a centralidade do carisma franciscano no atual pontificado. A visita ocorre em meio à preparação para a Jornada Mundial da Juventude, prevista para ocorrer em Seul, na Coreia do Sul, e que tem mobilizado as comunidades católicas em todo o mundo.
Em nota à imprensa, a Conferência Episcopal Italiana não comentou diretamente o conteúdo da homilia, mas destacou a importância do encontro para a pastoral juvenil. Organizações católicas ligadas à causa franciscana, como a própria Ordem dos Frades Menores, limitaram-se a repercutir a passagem do pontífice como um gesto de proximidade com a tradição de Assis.
Entre os participantes, relatos colhidos por veículos locais indicam recepção positiva, embora alguns tenham manifestado expectativa por posicionamentos mais concretos sobre questões sociais urgentes. O Vaticano não detalhou se haverá novos pronunciamentos do Papa sobre o tema nos próximos dias.
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