Irã executa homem acusado de ajudar EUA e Israel durante protestos contra o regime
O Irã executou neste domingo (23) um homem acusado de colaborar com os Estados Unidos e Israel durante os protestos de janeiro contra o governo. Majid Adineh foi condenado à morte por incêndio criminoso, reunião e conspiração para cometer crimes contra a segurança interna do país. Segundo o Judiciário iraniano, ele também teria agido em favor de Washington e de Tel Aviv.
Adineh e outro suspeito foram presos em 9 de janeiro na província de Alborz, a oeste de Teerã, portando um revólver, munição, duas armas de choque, duas granadas de gás lacrimogêneo, uma motosserra recarregável e uma garrafa de gasolina. As autoridades iranianas afirmam que mais de 3 mil pessoas morreram durante os distúrbios e acusam os EUA e Israel de organizar a violência.
A execução ocorre em meio ao aumento da repressão no país. Pelo menos 1.639 pessoas foram executadas no Irã em 2025, segundo as ONGs Iran Human Rights e Together Against the Death Penalty, o maior número desde 1989. No sábado (22), o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, avisou que países que aderirem às novas sanções americanas serão considerados inimigos e poderão ter interesses econômicos atingidos. “Até agora, só atacamos bases militares”, afirmou.
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