Índices da educação básica melhoram em SC e Florianópolis, mas aprendizagem ainda é desafio, dizem especialistas
Santa Catarina e Florianópolis registraram avanços no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação. O resultado positivo, no entanto, não elimina o desafio de melhorar a aprendizagem dos estudantes, especialmente nas etapas em que o crescimento nacional perdeu ritmo.
Florianópolis foi a capital brasileira com o maior crescimento no índice, que mede a qualidade do ensino a partir de dados de fluxo escolar e desempenho em avaliações. O desempenho da capital catarinense se destaca em um cenário nacional em que a rede pública avançou nos anos iniciais do ensino fundamental, mas apresentou desaceleração nas demais etapas de ensino.
Especialistas ouvidos na avaliação dos dados ponderam que a evolução dos indicadores é relevante, mas ainda insuficiente para garantir a equidade e a qualidade do aprendizado. A análise aponta que os números positivos convivem com defasagens históricas, que exigem políticas contínuas de formação de professores, infraestrutura e acompanhamento pedagógico.
O resultado de Santa Catarina e de sua capital reforça a tendência de melhora observada no país, mas acende um alerta para a necessidade de sustentar o ritmo de avanço. As secretarias estaduais e municipais não detalharam, até o momento, as estratégias específicas que serão adotadas para enfrentar os gargalos de aprendizagem nas próximas edições do índice.
Os dados consolidados do Ideb 2025 foram apresentados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação. A avaliação é aplicada a cada dois anos e combina o desempenho dos estudantes na Prova Brasil com as taxas de aprovação escolar, o que permite comparar a evolução das redes municipais, estaduais e federais em todo o território nacional.
No panorama nacional, a estagnação nas séries finais do ensino fundamental e no ensino médio contrasta com o desempenho catarinense, que historicamente figura entre os melhores do país. Os números detalhados por escola e município seguem disponíveis para consulta pública, mas as secretarias de educação ainda não apresentaram um plano formal para reverter as defasagens de aprendizado apontadas pelos especialistas.
Procuradas pela reportagem, as secretarias estadual e municipal de Educação afirmaram que os resultados serão analisados internamente antes da divulgação de um balanço oficial. Representantes das pastas destacaram, em linhas gerais, que os investimentos em formação continuada e infraestrutura seguem como prioridade, mas não apresentaram metas numéricas para as próximas edições do índice.
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