Ideb mostra avanço da educação básica no país
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 registrou a maior evolução acumulada em 20 anos, segundo dados divulgados nesta semana. O resultado consolida uma trajetória de crescimento contínuo do indicador, que mede a qualidade do ensino no país combinando fluxo escolar e desempenho em avaliações de larga escala.
Os números mostram avanço tanto nos anos iniciais quanto nos finais do ensino fundamental e no ensino médio. Entre os fatores que contribuíram para o resultado estão a redução das taxas de abandono e repetência, além da melhora no desempenho dos estudantes nas provas de língua portuguesa e matemática. O Ministério da Educação não detalhou, no entanto, os recortes por rede de ensino e por unidade da federação.
Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que o resultado reflete políticas de enfrentamento à defasagem escolar adotadas após a pandemia, como programas de reforço e a busca ativa de alunos evadidos. Ainda assim, alertam que a média nacional esconde desigualdades regionais e diferenças entre escolas públicas e privadas, que seguem como desafio para a próxima década.
O Ideb é calculado a cada dois anos e serve de referência para o acompanhamento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A edição de 2025 é a primeira a medir o impacto das ações de recomposição da aprendizagem em um ciclo completo de avaliação. Os dados completos, com séries históricas e indicadores por escola, estão disponíveis no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar