Gaza, sete mortos em ataques israelenses. Emergência humanitária continua grave
Sete pessoas morreram na Faixa de Gaza em diferentes ataques israelenses realizados na quinta-feira, segundo informou a Proteção Civil Palestina. Entre as vítimas estão uma mulher e uma criança, mortas no bombardeio de um prédio residencial na Cidade de Gaza.
O exército israelense afirmou que três das pessoas atingidas eram membros de organizações terroristas, enquanto as verificações sobre as demais vítimas ainda estão em andamento.
A situação humanitária no território continua dramática, sobretudo com a aproximação do inverno. De acordo com as Nações Unidas, apenas pouco mais de um terço dos recursos necessários para garantir abrigos adequados à população durante a estação das chuvas foi financiado. A situação sanitária também é crítica: segundo um relatório da organização Médicos pelos Direitos Humanos de Israel, um ano após o cessar-fogo, nenhum dos 36 hospitais de Gaza está em pleno funcionamento.
O número de palestinos mortos desde o início da guerra ultrapassou 74.000, conforme o Ministério da Saúde de Gaza, que não faz distinção entre civis e combatentes.
Na área da ajuda humanitária, o Egito enviou à Faixa de Gaza seu 291º comboio, com quase 3.000 toneladas de alimentos, medicamentos, materiais de socorro e combustível, destinado também ao funcionamento dos hospitais. A atenção na região segue voltada ainda para o Líbano: a Alta Representante da União Europeia, Kaja Kallas, anunciou a conclusão do planejamento de uma nova missão europeia para o treinamento e o apoio às forças armadas libanesas. A aprovação formal está prevista para segunda-feira, 12 de outubro. A missão, precisou Kallas, não substituirá a UNIFIL.
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