EUA vão testar nas urnas a agenda da esquerda para impostos, moradia e costumes
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, vão além de medir a popularidade do presidente Donald Trump e de seu partido. Em alguns estados, os eleitores decidirão diretamente sobre propostas associadas à agenda progressista, como a taxação de bilionários, o financiamento de moradias e o aborto.
Na Califórnia, uma das consultas populares prevê cobrança extraordinária de 5% sobre o patrimônio de bilionários, com a maior parte da arrecadação destinada à saúde. A proposta é liderada pela SEIU-UHW, entidade sindical que a apresenta como solução de curto prazo diante da expectativa de cortes de recursos federais. Os idealizadores querem chegar a US$ 100 bilhões arrecadados. Levantamento do Instituto de Estudos Governamentais de Berkeley e do Los Angeles Times aponta que 45% dos eleitores dizem ter maior probabilidade de votar a favor, 42% são contra e 13% estão indecisos. O estado de Washington também avalia um imposto sobre milionários, com alíquota que pode chegar a 9,9% sobre rendimentos anuais acima de US$ 1 milhão.
O aborto estará em votação em quatro estados. Em Nevada, Virgínia e Idaho, os cidadãos decidirão sobre a legalização; no Missouri, sobre a possível revogação do direito concedido há dois anos. Nas eleições de 2024, o tema foi votado em dez estados, com vitórias dos ativistas pró-aborto em sete, entre eles o Arizona, que aprovou a legalização até a viabilidade fetal. Ativistas pró-vida venceram na Flórida, no Nebraska e na Dakota do Sul.
Ainda na Califórnia, os eleitores decidirão se autorizam a emissão de US$ 11,25 bilhões em títulos públicos para programas de moradia acessível, dos quais US$ 1,25 bilhão reservado a veteranos. Outra proposta cria um programa de segunda hipoteca para compradores qualificados, com até US$ 25 bilhões em títulos de receita administrados pela agência estadual de financiamento habitacional. A primeira medida tem apoio do Partido Democrata, do governador Gavin Newsom e de entidades que fornecem moradia a pessoas de baixa renda. Os republicanos se opõem, alegando que o estado deveria restringir normas de construção para reduzir custos sem onerar os contribuintes.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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