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EUA e Reino Unido fecham parceria para usar IA na defesa e proteção de infraestrutura estratégica

Por Ivan Marra
Atualizado em 22/09/2026 às 11:50 schedule 3 min de leitura visibility 28 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Estados Unidos e Reino Unido firmaram uma nova parceria para ampliar o uso de inteligência artificial (IA) e de sistemas autônomos na área de defesa. O foco está na proteção de infraestruturas consideradas estratégicas e na identificação de ameaças à segurança.

O acordo será anunciado formalmente nesta terça-feira (22) pelo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Pelo texto, a Defence Rapid AI Delivery Taskforce, força-tarefa do Ministério da Defesa britânico criada para acelerar a aplicação de inteligência artificial, passará a atuar em conjunto com o Chief Digital and Artificial Intelligence Office (CDAO), órgão que coordena dados e IA dentro do Departamento de Guerra dos Estados Unidos.

O objetivo é acelerar o desenvolvimento de sistemas que possam ser usados pelos dois países e ampliar a capacidade de dissuasão diante de novas ameaças. A cooperação deve abranger aplicações para proteger estruturas consideradas essenciais à segurança nacional, incluindo rotas marítimas e o espaço aéreo. A iniciativa também pretende tornar mais rápida a identificação de possíveis ameaças e permitir que sistemas americanos e britânicos operem de forma integrada.

“Essa ambição está presente em nossa nova parceria de defesa com os Estados Unidos em IA e autonomia”, afirmou Burnham em comunicado divulgado antes do anúncio. Segundo ele, a iniciativa reunirá especialistas dos dois países para reforçar a proteção da infraestrutura crítica e explorar o potencial da tecnologia na área de segurança.

A parceria amplia uma cooperação militar em inteligência artificial que já existe entre Washington e Londres. Estados Unidos e Reino Unido trabalham com a Austrália, por meio do pacto de defesa AUKUS, no desenvolvimento de IA e sistemas autônomos destinados às Forças Armadas, com o objetivo declarado de aumentar a velocidade das decisões militares e permitir que equipamentos dos países aliados funcionem de maneira integrada.

O Reino Unido também vem ampliando seus próprios projetos de defesa baseados em IA. Em agosto, Londres assinou uma parceria com a Ucrânia para desenvolver sistemas militares a partir de dados coletados no campo de batalha, incluindo informações obtidas por câmeras e sensores usados para identificar tanques, artilharia, drones e outros alvos. Burnham deve se encontrar com o presidente americano Donald Trump durante a passagem por Nova York. A Assembleia Geral será a primeira grande reunião multilateral do britânico desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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