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Boicotar ou conviver? O que a arte pode nos ensinar

Por Ivan Marra
Atualizado em 07/11/2026 às 21:50 schedule 2 min de leitura visibility 14 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A recente onda de boicotes a estabelecimentos comerciais identificados com apoiadores de Lula é mais um capítulo da guerra política que fragmenta a sociedade brasileira, segundo análise do articulista Francisco Escorsim. Ele argumenta que o boicote não é invenção da direita nem exclusividade da esquerda, mas instrumento antigo de pressão social, política e econômica que pode servir a causas diversas — algumas nobres, outras nem tanto.

O texto recorre à história e à arte para distinguir formas de recusa. Em 1955, a prisão de Rosa Parks por não ceder o lugar a um passageiro branco em Montgomery, no Alabama, desencadeou um boicote ao sistema de ônibus que se tornou episódio decisivo do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos. Já em 2003, a vocalista das Dixie Chicks, Natalie Maines, criticou o então presidente americano George W. Bush durante um show em Londres e viu emissoras e rádios deixarem de tocar as músicas da banda. O documentário Shut Up & Sing, de 2006, acompanha as consequências daquela declaração.

O articulista também cita Invictus, de Clint Eastwood, que retrata Nelson Mandela nos primeiros anos de sua presidência e sua aposta no rúgbi como oportunidade de aproximação em uma África do Sul ainda dividida após o apartheid. A conclusão proposta é que a pergunta central não é sobre o boicote em si, mas sobre o que ainda é possível compartilhar com aqueles de quem se discorda.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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