EUA acusam Maduro de comandar tortura na Venezuela: entenda processo
Promotores nos Estados Unidos acusaram o ex-líder da Venezuela Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, de conspiração para cometer tortura. As novas acusações foram divulgadas na quinta-feira (8/10) e se somam às imputações de tráfico de drogas e de armas já apresentadas contra os dois, que negam as acusações.
Desde janeiro, Maduro e Flores estão em um centro de detenção no Brooklyn, para onde foram levados depois de serem presos em uma operação dos EUA realizada de madrugada na capital venezuelana, Caracas.
As novas acusações se referem à suposta tortura de cidadãos americanos que estavam presos na Venezuela durante o governo de Maduro. A nova acusação formal afirma que Maduro e a esposa tentaram "se perpetuar no poder" ao comandar "um sistema de repressão baseado na violência contra a oposição política, detenções arbitrárias e tortura de presos, incluindo cidadãos americanos".
Segundo o documento, entre os métodos de tortura estavam "choques elétricos, asfixia, estupro, nudez forçada, isolamento prolongado, privação de alimentos, celas de castigo e tortura psicológica". Os promotores afirmam que a tortura psicológica incluía ameaças de matar familiares das vítimas, inclusive crianças. De acordo com a acusação, o objetivo da repressão era garantir a permanência de Maduro no poder.
A promotoria também acusa Flores de ter desempenhado um papel fundamental na criação do sistema de repressão. Segundo os promotores, ela ordenava que pessoas fossem torturadas e recebia informações sobre a tortura de presos específicos. O documento judicial afirma que ela teria agido dessa forma para proteger familiares envolvidos em atividades ilegais.
As acusações da nova denúncia são semelhantes a relatos feitos há anos por pessoas que foram presas e posteriormente libertadas no país. Grupos de direitos humanos na Venezuela e ex-detentos denunciam, há muito tempo, o que descrevem como "tortura sistemática" nas prisões venezuelanas. O julgamento de Maduro e Flores está previsto para começar em junho de 2027.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar