Embraer ganha espaço em mercado dominado por Boeing e Airbus
A Embraer entregou à Azul, no início de setembro, o 2.000º E-Jet — um E195-E2 —, marco que colocou a família de aeronaves entre as três mais vendidas da aviação global, atrás apenas das famílias A320, da Airbus, e 737, da Boeing. A fabricante brasileira, sediada em São José dos Campos (SP), é líder mundial no segmento de jatos comerciais de até 150 assentos.
Desde 2004, os E-Jets somam operação em mais de 90 companhias aéreas, em cerca de 60 países, com mais de 2,8 bilhões de passageiros transportados. "A entrega do 2.000º E-Jet é um marco extraordinário para a Embraer e para a indústria global de transporte aéreo", afirma Arjan Meijer, presidente e CEO da empresa.
Segundo a revista britânica The Economist, o bom momento da companhia está ligado à crise de capacidade de produção de Airbus e Boeing. A carteira de pedidos firmes atingiu recorde histórico de US$ 34,5 bilhões em julho, o sétimo trimestre consecutivo de crescimento. Ainda assim, gargalos industriais — sobretudo atrasos no fornecimento de motores — limitam as entregas a 80 ou 85 unidades em 2026, abaixo da capacidade instalada de 100 a 105 jatos por ano.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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